Um suposto princípio de incêndio a bordo de um avião da Ryanair provocou momentos de pânico e uma evacuação de emergência no Aeroporto de Palma de Mallorca, na Espanha, na madrugada desta sexta-feira (4). Dezoito passageiros ficaram feridos, a maioria com lesões leves como entorses e escoriações, durante a fuga pela asa da aeronave.
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O incidente ocorreu por volta das 0h35, enquanto o Boeing 737 da companhia irlandesa se preparava para decolar rumo a Manchester, no Reino Unido. De acordo com as autoridades locais, uma luz de alerta de incêndio foi acionada na cabine, levando a tripulação a emitir um chamado de emergência. Equipes de resgate chegaram em poucos minutos.
Em meio à confusão, diversos passageiros ignoraram os procedimentos convencionais de evacuação e escaparam pela asa do avião, pulando diretamente sobre o asfalto. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que os ocupantes correm pela pista enquanto um funcionário do aeroporto tenta orientá-los sobre o uso correto das saídas de emergência.
Testemunhas relataram cenas de desespero, com gritos, empurra-empurra e correria dentro da cabine. Bombeiros e agentes da polícia aeroportuária intervieram rapidamente para controlar a situação e prestar assistência às vítimas.
Em nota, a Ryanair afirmou que a decolagem foi interrompida por conta de um “alarme falso de incêndio” e que a tripulação seguiu os protocolos de segurança, acionando os escorregadores infláveis para evacuação.
“Este voo de Palma para Manchester, em 4 de julho, teve sua decolagem interrompida devido a um alarme falso de incêndio. Os passageiros foram desembarcados usando os escorregadores de emergência e retornaram ao terminal”, informou a companhia.
Segundo o centro regional de coordenação de emergências, quatro ambulâncias foram mobilizadas após o alerta, registrado oficialmente às 0h36. Seis pessoas foram encaminhadas a hospitais locais, e não houve registros de queimaduras graves ou ferimentos com risco à vida.
As causas exatas do suposto incêndio ainda não foram esclarecidas. Técnicos de segurança aeroportuária e peritos do corpo de bombeiros conduzem uma investigação para apurar a origem do alarme e avaliar a atuação da tripulação.