Amigo da estudante Fernanda Vitoria Cavalcante Alves, de 17 anos, atropelada nesta terça-feira por um carro que prestava serviços para a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o aluno Francisco Pereira, de 18 anos, depositou uma rosa no local onde a adolescente morreu. O atropelamento aconteceu na faixa exclusiva do BRT, em que o veículo oficial não tinha autorização para trafegar.
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Francisco Pereira depositou a rosa, nesta quarta-feira, como uma forma de homenagear e de se despedir da amiga. Os dois são alunos da Escola Estadual Professora Maria Terezinha de Carvalho Machado. Na terça-feira, ela havia deixado o colégio pouco antes de o acidente acontecer.
Após descer de uma bicicleta, Francisco atravessou a Rua Cândido Benício, em Campinho, na Zona Norte, e depositou uma rosa no local onde a jovem foi atropelada pelo automóvel. Em sinal de luto, a escola suspendeu o seu funcionamento nesta quarta-feira. As aulas serão retomadas na quinta-feira.
— Encontrei a Fernanda Vitória pela última vez na última sexta-feira, na saída do colégio. Ela era de uma sala diferente da minha. Estava feliz como sempre. Ela era muito simpática e gentil, além de ser tímida também. Como não consegui vê-la na segunda e na terça-feira, quis me despedir dela e depositei uma rosa-branca no local onde ela foi atropelada — contou o estudante.
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Carro que atropelou e matou adolescente foi flagrado em calha exclusiva do BRT
Segundo a Secretaria de Cultura afirmou, nesta quarta-feira, o motorista Marco André Vargas, que dirigia o automóvel responsável por atropelar a jovem, estava sozinho no carro a serviço da pasta. O acidente foi na Rua Cândido Benício, em Campinho, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira.
A Secretaria de Cultura lamentou a morte da estudante Fernanda Vitoria Cavalcante Alves e afirmou que já instaurou um procedimento interno para apurar o caso. O motorista teve a exoneração publicada em Diário Oficial e foi desligado do quadro de funcionários. A pasta afirmou que está em contato com os parentes da adolescente para prestar toda a assistência necessária, incluindo acompanhamento psicológico.
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O carro oficial era da Secretaria de Estado de Casa Civil e estava cedido para a pasta de Cultura. O automóvel não tinha autorização para circular na faixa de uso exclusivo dos articulados do corredor Transcarioca. Segundo o governo do estado, o motorista já prestou depoimento e vai responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O caso é investigado pela 28ª DP (Campinho).
Imagens obtidas pelo GLOBO mostram o carro passando pela estação Pinto Teles, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, na calha exclusiva do BRT, momentos antes do acidente. No vídeo, é possível ver que o trânsito está congestionado, e o motorista corta o engarrafamento pela faixa proibida para carros. Após a colisão, o carro para poucos metros à frente da vítima, já sem vida.
A Mobi-Rio informou que o carro oficial trafegava indevidamente na faixa exclusiva, infração considerada gravíssima. De acordo com o Artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade no trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço de urgência, de policiamento ostensivo ou de preservação da ordem pública.
