Nos últimos anos, diversas celebridades têm chamado atenção não apenas pelo emagrecimento expressivo proporcionado pela cirurgia bariátrica, mas também pelo passo seguinte: os procedimentos plásticos reparadores. Jojo Todynho, por exemplo, compartilhou com o público que, após perder cerca de 80 quilos, precisou realizar abdominoplastia e lifting de coxas para remover o excesso de pele. A influenciadora Thaís Carla, que eliminou mais de 50 quilos, também revelou sentir desconforto com a flacidez abdominal e já planeja os próximos passos. No cenário internacional, a apresentadora norte-americana Star Jones passou por lifting de mamas e abdominoplastia após emagrecer mais de 70 quilos.
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A cirurgiã plástica Thamy Motoki, especialista em contorno corporal e cirurgias pós-bariátricas, explica que essa etapa costuma ser essencial para que o paciente finalize sua transformação física e emocional.
— É nesse momento que o paciente realmente consegue fechar o ciclo do emagrecimento e se enxergar de novo no próprio corpo. A remoção da pele excedente devolve harmonia, saúde e autoestima — afirma.
Entre os procedimentos mais comuns estão:
- Abdominoplastia, que elimina a sobra de pele no abdômen e pode corrigir a diástase abdominal;
- Lifting de braços, que reduz a flacidez na região do “tchauzinho”;
- Lifting de coxas, para melhorar o contorno das pernas;
- Mastopexia, que reposiciona e firma os seios.
A recomendação médica é aguardar de 12 a 18 meses após a cirurgia bariátrica antes de realizar qualquer procedimento reparador. Esse período é necessário para a estabilização do peso e adaptação do organismo.
— Essa espera é fundamental para reduzir riscos e garantir resultados duradouros — diz a médica.
Além dos ganhos estéticos, há benefícios funcionais importantes. Dobras de pele em excesso podem causar assaduras, infecções, dificuldade de higiene e até sobrecarga nas articulações.
— Já atendi pacientes que carregavam mais de dez quilos de pele. Retirar esse peso não é apenas uma questão de vaidade, mas também de saúde e qualidade de vida — destaca Dra. Thamy.
Os avanços tecnológicos também têm revolucionado esse tipo de cirurgia. Hoje, equipamentos como BodyTite, Morpheus, Laser, Ignite e Argon Plasma contribuem para uma retração cutânea mais eficaz e estimulam a produção de colágeno, permitindo incisões menores e resultados mais naturais.
— Essas tecnologias nos ajudam a oferecer contornos mais firmes, cicatrizes discretas e uma recuperação mais tranquila. Isso faz toda a diferença na satisfação do paciente — afirma a especialista.
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O Brasil, que já lidera o ranking mundial de cirurgias plásticas, também tem se destacado no turismo estético. De acordo com dados da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), 14% das cirurgias realizadas no país são feitas em pacientes estrangeiros, muitos deles em busca justamente de procedimentos pós-bariátricos.
Ao consolidar a cirurgia plástica como etapa final do processo de emagrecimento, especialistas reforçam que o objetivo vai além da estética: trata-se de restaurar qualidade de vida e devolver dignidade a quem passou por uma transformação profunda.
— O paciente que retira a pele excedente não busca vaidade, busca se reconhecer e viver sem limitações. Essa é a verdadeira conclusão do processo de emagrecimento — conclui a Dra. Thamy.