Enquanto a votação avança no Brasil neste domingo, brasileiros que vivem no exterior já encerraram a escolha para presidente em diferentes países por causa dos fusos horários. Segundo o g1, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu nas urnas de Nova Zelândia, Coreia do Sul, Malásia, Cingapura, Austrália e China. Flávio Bolsonaro (PL) ganhou nas Filipinas, na Tailândia e em Taipei.
Em Portugal, milhares de brasileiros formaram longas filas logo na abertura das urnas para a votação, que tem seções em Lisboa, Faro e no Porto, a votação no país começou às 8h (4h de Brasília), assim como em Paris. Ao todo, 134.797 brasileiros estão aptos a votar em Portugal, o segundo maior eleitorado brasileiro fora do país, atrás apenas dos Estados Unidos. Em Lisboa, são 78.833 eleitores habilitados, distribuídos por 207 seções de votação.
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Na Nova Zelândia, Lula teve 234 votos (70,48%), enquanto Flávio Bolsonaro contabilizou 64 votos (19,28%). Já na Coreia do Sul, o petista abarcou 123 votos (56,94%), contra 72 (33,33%) do candidato do PL, segundo o portal.
Na Malásia, o presidente somou 44 votos (53,66%), e o senador 27 votos (32,93%). Em Cingapura, Lula alcançou 190 votos (54,60%) e Flávio Bolsonaro, 92 votos (26,44%). Na Austrália, o petista recebeu 4.562 votos (53,98%), enquanto o candidato do PL, 2.579 (30,52%). Já na China, o presidente Lula conquistou 367 votos (56,63%), enquanto Flávio abarcou 203 votos (31,33%).
Nas Filipinas, Flávio venceu com 33 votos (53,23%), enquanto Lula abarcou 26 (41,94%). Na Tailândia, o candidato do PL ganhou com 51 votos (50%), o petista registrou 40 (39,22%). Em Taipei, o senador conquistou 107 votos (48,86%) e o presidente, 77 (35,16%).
Nas redes sociais, brasileiros compartilharam comprovantes após votação na Coreia do Sul
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Votação para presidente foi encerrada às 5h (horário de Brasília) deste domingo na Coreia do Sul
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Já no Japão, segundo relatos ouvidos pela reportagem do GLOBO, havia muitas filas nos locais de votação no início da manhã, o que tornou o processo muito demorado.
“Como fui votar pela parte da manhã em Tóquio, teve bastante fila. Sinto que as pessoas que estavam dando assistência antes de entrar estavam um pouco confusas em como orientar as pessoas em relação aos documentos, em especial, idosos, e isso causou um aumento nas filas”, contou o estudante brasileiro Daniel Wassano, de 22 anos.
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Desde o início do ano no país, ele conta que muitos dos eleitores tiveram dificuldade em compreender e seguir as orientações repassadas pelo Consulado, que, segundo ele, havia anunciado que os eleitores poderiam ter levado “uma grande variedades de documentos para poder votar”.
“Porém, deixou alguns voluntários confusos sobre como orientar [os eleitores]. Um caso que presenciei foi uma senhora que havia levado apenas seu passaporte para a eleição, e pediram para a senhora o CPF dela, que não soube informar, e os voluntários ficaram em dúvida sobre como lidar com a situação. Então isso causou um atraso na fila da minha seção”, disse.
O estudante brasileiro Daniel Vassano, de 22 anos, relatou que dúvidas de voluntários que realizavam os atendimentos aos eleitores geraram fila no início da votação em Tóquio
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O primeiro país a concluir a votação foi a Nova Zelândia, 01h deste domingo (horário de Brasília, 17h no horário local). Brasileiros que participaram da votação compartilharam registros das filas nos locais de votação. Após o término do período, as seções já disponibilizavam os resultados apurados das urnas.
Boletins de urnas de seção eleitoral na Nova Zelândia
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Duas horas depois, foi a vez da Austrália recolher as urnas. No caso do país da Oceania, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil apontou que havia 14.070 brasileiros registrados na jurisdição do Consulado-Geral do Brasil em Sydney, 9.718 deles na cidade e outros 4.352 em Brisbane.
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Já na jurisdição da Embaixada do Brasil em Camberra, há 6.270 eleitores registrados, 1.611 na capital, 2.781 em Melbourne e 1.878 em Perth.
Registros mostram relatórios de urnas na Austrália usadas na votação para presidente do Brasil
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29 horas
A eleição no exterior só termina na noite de domingo, no Canadá. Devido aos fusos horários, a votação se estende por mais de 29 horas.
Dados mostram que quase um milhão de eleitores que moram no exterior estão aptos a votar no pleito deste ano.
Panorama do voto no exterior
918.911 eleitores
1.361 seções eleitorais
1.407 urnas eletrônicas
134 países
O requisito para que uma seção seja instalada no exterior é a existência de, no mínimo, 30 eleitores aptos na localidade.
Em 2022, embora 697.078 eleitores estivessem registrados para votar no exterior, pouco menos da metade deles (43,6%) foram às urnas no primeiro turno.
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