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novembro 1, 2026
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Armário soterrado há 2 mil anos revela objetos pessoais de moradores de antiga cidade italiana

Por · novembro 1, 2026
Armário soterrado há 2 mil anos revela objetos pessoais de moradores de antiga cidade italiana


Um armário de madeira que permaneceu fechado por quase dois mil anos em Pompeia, na Itália, revelou objetos que ajudam a reconstruir aspectos da vida cotidiana de um morador da antiga cidade romana antes de sua destruição pela erupção do Vesúvio, em 79 d.C. Entre os itens recuperados por arqueólogos estão utensílios de maquiagem, um frasco de perfume, panelas, moedas de bronze e um colar infantil com dezenas de pequenos amuletos. O conjunto foi encontrado em uma residência na Via dell’Abbondanza, uma das principais ruas da antiga cidade.
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Os fragmentos do móvel foram identificados durante escavações em cômodos da residência e permitiram aos pesquisadores reconstruir parte de sua estrutura e identificar os objetos que estavam guardados em seu interior. Um dos achados mais significativos é um colar com pelo menos 24 pequenas peças feitas de osso, pasta de vidro, cerâmica e cristal de rocha. Os pingentes representam figuras de divindades, como Bes e Mercúrio, além de mãos, pés, pinhas e cachos de uva em miniatura.
Conhecidos como crepundia, esses colares eram tradicionalmente oferecidos às crianças na sociedade romana. Além de serem utilizados como amuletos de proteção, os objetos produziam pequenos ruídos que ajudavam os adultos a localizar os pequenos. Algumas peças também eram conservadas até a vida adulta como lembranças da infância, o que acrescenta uma dimensão pessoal à descoberta.
O material encontrado também reúne objetos relacionados aos cuidados pessoais. Entre eles estão pinças, um instrumento utilizado para misturar pigmentos de maquiagem, um pequeno recipiente de vidro para perfume ou unguento e um queimador de incenso. Uma lamparina de bronze e recipientes de cerâmica e vidro também faziam parte do conjunto, ao lado de panelas e outros utensílios domésticos.
Outros itens dão pistas sobre as atividades econômicas dos moradores. Uma pequena caixa de madeira guardava pesos de chumbo que, segundo os arqueólogos, podem ter sido utilizados em operações comerciais. Também foi encontrado um recipiente trançado com 38 moedas de bronze. A permanência do dinheiro e dos objetos de valor sentimental no armário indica que os habitantes provavelmente não tiveram tempo de recolher seus pertences quando a erupção atingiu a cidade.
A residência fica em uma região central de Pompeia e é associada, ainda sem confirmação definitiva, a um homem chamado Cornelius Maximus. A identificação se baseia em inscrições encontradas no imóvel. Sua fachada foi escavada pela primeira vez em 1912, mas alguns dos cômodos internos só foram investigados recentemente, durante um projeto mais amplo de restauração.
A escavação também revelou os restos fragmentados de dois camundongos jovens dentro de uma ânfora, em uma área elevada utilizada para armazenamento. O achado oferece mais um registro das condições de vida na cidade antes da catástrofe que preservou grande parte de sua estrutura sob camadas de cinzas vulcânicas.

Armário soterrado há 2 mil anos revela objetos pessoais de moradores de antiga cidade italiana