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Australiana é condenada por assassinato em caso de envenenamento que parou o país

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julho 7, 2025
in News
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O sobrevivente: Ian Wilkinson chega ao tribunal em Melbourne para depor no julgamento — Foto: William WEST / AFP

Uma australiana acusada de servir deliberadamente cogumelos venenosos, em um almoço que levou à morte de três pessoas, foi considerada culpada de assassinato, encerrando um julgamento que tomou conta do país. Erin Patterson, de 50 anos, recebeu a sentença máxima de prisão perpétua depois que o veredicto foi anunciado nesta segunda-feira.

Ela foi acusada de servir um almoço envenenado há cerca de dois anos, na cidade rural de Leongatha. Ela havia chamado seu ex-marido Simon Patterson, que recusou o convite. Mas os pais dele, Gail e Don Patterson, compareceram, junto com a irmã de Gail, Heather Wilkinson, e o marido dela, Ian Wilkinson.

Três deles morreram após uma semana, com sintomas indicativos de envenenamento por cogumelos “death cap”. Ian Wilkinson ficou gravemente doente, mas sobreviveu, e testemunhou na acusação.

Mais de 50 testemunhas prestaram depoimento no julgamento de dois meses. A promotora Nanette Rogers nunca especificou um motivo para os supostos crimes, embora tenha apresentado evidências de alguma tensão crescente entre Patterson e seu ex-marido sobre pensão alimentícia e outros assuntos.

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O sobrevivente: Ian Wilkinson chega ao tribunal em Melbourne para depor no julgamento — Foto: William WEST / AFP

Mesmo assim, Rogers afirmou que a culpa de Patterson era aparente em várias evidências, como inventar um diagnóstico de câncer como motivo para o almoço, fingir sintomas para fazer parecer que ela havia comido os cogumelos e cobrir seus rastros mais tarde.

Nos dias seguintes ao almoço, Patterson descartou um desidratador que ela usou para secar cogumelos e mentiu para a polícia sobre ter feito isso, de acordo com depoimentos no julgamento. Ela também forçou uma redefinição de fábrica em seu telefone várias vezes, de acordo com o testemunho.

“Ela, sozinha, escolheu o que cozinhar, obteve os ingredientes e preparou a refeição”, disse Rogers aos jurados em seus argumentos finais. “Essa escolha de fazer porções individuais permitiu a ela controle total sobre os ingredientes de cada pacote individual”.

A casa em Leongatha, onde Erin Patterson serviu o'almoço da morte' — Foto: William WEST / AFP
A casa em Leongatha, onde Erin Patterson serviu o ‘almoço da morte’ — Foto: William WEST / AFP

O cogumelo'Death Cap', extremamente tóxico e responsável por 90% de todas as mortes por envenenamento por cogumelos na Austrália — Foto: William WEST / AFP
O cogumelo ‘Death Cap’, extremamente tóxico e responsável por 90% de todas as mortes por envenenamento por cogumelos na Austrália — Foto: William WEST / AFP

Patterson, que testemunhou longamente em sua própria defesa, sustentou que as mortes foram resultado de um trágico acidente, alegando que ela própria consumiu a mesma refeição, mas depois acabou vomitando.

O convidado sobrevivente do almoço, Wilkinson, disse aos jurados que o prato de Patterson tinha um tamanho e cor diferentes dos que os outros haviam usado.

O contraste entre a banalidade do almoço – numa pequena cidade pitoresca, o item familiar do menu, a mãe aparentemente típica de dois filhos – e seu resultado letal fomentaram mais fascínio público com o caso do que com qualquer outro julgamento de assassinato no país.

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Os meios de comunicação descreveram cada detalhe do processo – a receita de Bife Wellington, o site onde Patterson procurou informações sobre os cogumelos, as mensagens entre Patterson e seu ex-marido.

Em maio, mais de três milhões de pessoas baixaram o Mushroom Case Daily, um podcast que recapitula o julgamento, produzido pela Australian Broadcasting Corporation, a emissora pública do país, de acordo com o serviço de rastreamento Triton Rankers. Dois outros grandes meios de comunicação também tinham podcasts diários dedicados ao julgamento, cada um com centenas de milhares de ouvintes.

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