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Com gols e desarmes, jovens volantes do Fluminense dominam meio-campo e viram protagonistas no Mundial de Clubes

BRCOM by BRCOM
julho 7, 2025
in News
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Hércules vibra com seu gol, que deu a vitória ao Fluminense sobre o Al Hilal no Mundial — Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Quatro dos oito gols do Fluminense na Copa do Mundo de Clubes saíram dos pés de volantes. Na classificação à semifinal diante do Al Hillal (da Arábia Saudita), Martinelli, 23 anos, e Hércules, 24, marcaram — , Nonato, 27, já havia deixado o seu contra o Ulsan HD, da Coreia do Sul, pela fase de grupos. Inclusive, Hércules, que balançou as redes duas vezes, é o artilheiro da equipe no torneio.

O jovem trio de jogadores — média de idade de 24,3 anos — não só fez gols em momentos decisivos como se destacou tanto individual quanto coletivamente em um dos pilares do tricolor: o meio-campo.

Hércules vibra com seu gol, que deu a vitória ao Fluminense sobre o Al Hilal no Mundial — Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

No confronto de quartas de final, o time de Renato Gaúcho voltou a usar uma estratégia que já vinha surtindo efeito nas últimas partidas. As duas jogadas de gol foram criadas depois de recuperações de bola no campo ofensivo. No primeiro, o lateral-esquerdo Fuentes aproveitou o corte errado do adversário para retomar a posse e tentar um passe para Bernal, mas Martinelli chuta no ângulo ao se antecipar no lance. Já no segundo, Hércules inicia com um desarme preciso até receber livre para marcar.

Os autores dos gols carregam trajetórias diferentes na carreira, mas semelhanças no Fluminense. Formado em Laranjeiras, Martinelli — que recebeu o segundo cartão amarelo e não joga amanhã, pela semifinal — foi campeão da Libertadores de 2023, mas nunca deixou de ser alvo de críticas, muitas vezes exageradas, da torcida. Com atuações de destaque no Mundial, o reconhecimento começa a aparecer, apesar de tardiamente. Segunda contratação mais cara da história do clube (R$ 29 milhões), Hércules chegou do Fortaleza sob grande expectativa, mas teve que superar problemas dentro e fora do campo. Agora, virou o herói tricolor na competição.

Além da atenção redobrada e entrega na marcação, os volantes do Fluminense levam perigo com as infiltrações na área. Prova disso é que Nonato fez seu primeiro e único gol no Mundial até aqui justamente atacando o espaço perto da marca do pênalti na vitória por 4 a 2 sobre o Ulsan.

Nesse jogo, o camisa 16, emprestado pelo Santos até o fim deste mês — existe opção de compra —, chegou a perder a vaga de titular para Ganso, que tem estilo de um “10” clássico, mas como está longe da sua capacidade técnica, o treinador optou por garantir a intensidade no meio mantendo Nonato no time.

Outro fator que chama a atenção é a troca de posições no meio-campo. O técnico Renato Gaúcho repetiu a escalação nesse setor apenas nos empates sem gols com Borussia Dortmund-ALE e Mamelodi Sundowns-AFS. Na duas partidas, Hércules, Martinelli e Nonato foram titulares. Por outro lado, Facundo Bernal ganhou espaço no time principal com a nova formação de 5-3-2 a partir do mata-mata. Como primeiro homem de marcação, o uruguaio de 21 anos e 1,87m de altura — que correu risco de não ir ao Mundial por conta de uma lesão grau 3 no adutor da coxa esquerda — tem característica mais defensiva do que os companheiros de posição.

Facundo Bernal assumiu titularidade do Fluminense no mata-mata — Foto: Michael Reaves / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Facundo Bernal assumiu titularidade do Fluminense no mata-mata — Foto: Michael Reaves / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

A alternância entre intensidade e imposição física dos volantes é um dos pontos que explicam a solidez do Fluminense no Mundial. Com apenas três gols sofridos (dois do Ulsan e um do Al Hilal), a equipe tem a segunda melhor defesa da competição, ao lado dos eliminados Botafogo, River Plate-ARG e Monterrey-MEX.

Pascal Gross, do Dortmund, disputa a bola com Hercules e Nonato do Fluminense — Foto: ANGELA WEISS / AFP
Pascal Gross, do Dortmund, disputa a bola com Hercules e Nonato do Fluminense — Foto: ANGELA WEISS / AFP

Se existem dúvidas sobre a permanência da formação de três zagueiros com a suspensão de Freytes, a tendência é que Renato siga apostando na trinca no meio-campo como uma das principais armas tanto na defesa quanto no ataque. Sem Martinelli, Hércules deve voltar a ser titular ao lado de Bernal e Nonato.

Em busca de uma vaga na final com, quem sabe, outra classificação memorável, desta vez diante do Chelsea, o Fluminense tem em seus jovens volantes um ponto de equilíbrio.

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