A Azul Linhas Aéreas informou, na noite de ontem, que apresentou um plano de negócios atualizado como parte da reestruturação pela qual passa no âmbito do processo que enfrenta desde maio nos EUA sob a legislação Chapter 11, equivalente à recuperação judicial no Brasil.
A empresa apresentou estimativas atualizadas para suas iniciativas de redução de custos já alcanças e sua nova estratégia de malha e capacidade de sua frota de aviões. Uma apresentação prevê que a empresa possa sair da recuperação judicial no início de 2026, se atingir um determinado nível de alavancagem financeira com o processo de redução do endividamento.
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Segundo a Azul, a reestruturação resultou até agora em uma economia de custos de R$ 747 milhões, decorrentes de “melhorias de produtividade e contratos finalizados já alcançados”. A empresa informa que tem potencial de atingir uma economia adicional de R$ 160 milhões, totalizando R$ 907 milhões.
Em um comunicado, a companhia afirma que espera sair do processo de recuperação judicial “significativamente mais saudável, com menos dívidas gerais, menores passivos de arrendamento, menores pagamentos de arrendamento de aeronaves e alavancagem consideravelmente menor”.
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No segundo trimestre deste ano, a dívida líquida da empresa era equivalente a 4,9 vezes o Ebitda, indicador de geração de caixa. A empresa estima sair da recuperação judicial em fevereiro do ano que vem, com essa relação reduzida a 2,5 vezes. A empresa prevê reduzir gradativamente esse indicador a 0,8 vezes até 2029.
Em maio, quando pediu o Chapter 11 nos EUA, a Azul somava mais de R$ 2 bilhões em dívidas. Na ocasião, a empresa informou que reduziria sua frota em 35%. No fim de março, tinha 184 aviões.
‘Preparar a Azul para o futuro’
No texto, o CEO da Azul, John Rodgerson, diz que o plano expressa o “desejo de reconstruir” a companhia como uma empresa “muito mais forte”, compartilhado por todos os tripulantes e executivos. Ele menciona entre as conquistas até agora no processo uma redução significativa do endividamento e o aumento da geração de caixa.
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“O plano que apresentamos hoje mostra esses resultados positivos e estamos extremamente entusiasmados para preparar a Azul para o futuro”, afirma o CEO.
A apresentação institucional da empresa aponta redução dos pagamentos de arrendamento de aviões e atrasados por meio de renegociação com as empresas de leasing da ordem de 32,9% desde o pedido do Chapter 11, em maio deste ano.
Entre as medidas adotadas listadas, está um plano de racionalização do uso da frota e da malha de voos, com “uma combinação ajustada no mix de aeronaves e menor capacidade no curto prazo”.
Entre as previsões do plano de negócios para recuperar a saúde financeira da empresa, está a de uma receita operacional líquida de R$ 22,1 bilhões em 2025, subindo para R$ 23,4 bilhões no ano que vem. Gradativamente, a previsão é alcançar R$ 27,7 bilhões em 2029.

