A quarta-feira, dia seguinte ao anúncio dos premiados da edição de 25 anos do Comida di Buteco foi de muita correria para Sérgio Gadelha e sua equipe. É que havia uma expectativa muito grande no crescimento do movimento do bar que ele comanda com a família em São João de Meriti, o Nosso Canto, que na véspera foi eleito pelo segundo ano consecutivo, o melhor da Baixada Fluminense. O feito acontece no terceiro ano de participação do estabelecimento na competição que escolhe o melhor petisco, mas também leva em consideração a qualidade do atendimento e se a cerveja está bem gelada, entre outros critérios avaliados por um júri escolhido pelos organizadores e pelos frequentadores.
—Foi uma correria de compras para aumentar o estoque de mercadorias, porque o movimento cresce. As pessoas veem (o resultado do concurso) na Globo e nas redes sociais. A gente se preparou e fez o certo, porque no almoço e à noite já aumentou a procura que deve se manter até o fim de semana — comemora o comerciante.
Pelo visto, a comemoração não deve acabar tão cedo, inclusive para a equipe de oito funcionários, que foi fundamental para o resultado. O esforço dos trabalhadores, segundo garantiu Sérgio, vai ser recompensado com uma viagem ao Nordeste.
—Meus funcionários são muito dedicados e parceiros. Eu prometi que se fôssemos bicampeões eles iriam passear no Nordeste. Passar uns dias em Fortaleza. Eles fizeram a parte deles e agora vou fazer a minha. Minha esposa vai primeiro com as meninas passar lá uma semana e quanto voltarem eu irei com a rapaziada, porque a casa não pode parar. Então, uma semana vai ser comandada pelas mulheres e na outra vai ficar nas mãos dos homens. É o prêmio deles.
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A equipe tem uma participação fundamental no concurso. Sérgio conta que a apresentação costuma ficar por sua conta e a criação do petisco a cargo da esposa e da filha. Mas, é só depois que toda a equipe experimenta e aprova o quitute, em votação interna, é que ele é inscrito na competição. A entrega do pedido para o cliente costuma incluir também uma performance dos funcionários.
— Nossa casa é voltada para a cultura do samba e no ano passado viemos com o “Batuque na Cozinha”, samba do João da Bahiana, de 1968, e os funcionários entravam cantando e tocando pandeiro e tamborim. Esse ano nos inspiramos numa música que Marquinho Diniz fez em homenagem ao grupo de São Paulo, Quatro Vozes do Samba, e com consentimento deles fizemos uma alteração para homenagear o concurso Comida di Buteco e, dessa vez, deu tudo certo — disse, se referindo ao petisco premiado “Nossa Alegria”, feito de picanha suína assada e dourada na brasa, fatiada e envolta em um creme de requeijão e milho, gratinado com queijo e servido com batatas chips crocantes.
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Como aconteceu com o petisco vencedor no ano passado, o atual vai entrar definitivamente para o cardápio. Sérgio diz que não tem como ser diferente, porque é um pedido dos próprios clientes. O preço, por enquanto, segue o mesmo do concurso: R$ 35. Sérgio avalia como positiva a premiação e a participação na competição:
— A importância desse título é muito grande, porque traz muita visibilidade e novos clientes. A gente passa a ser visto com outros olhos, mais respeito. As pessoas sabem que vêm aqui e vão comer uma comida boa e vão ter um atendimento bom. Só traz coisas boas para os comerciantes, não necessariamente sendo o campeão — aponta Sérgio, que já começou a pensar nos preparativos para o ano que vem.
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Localizada na Rua Genuino Siqueira, no Jardim Meriti, a casa que virou point de quem curte o bom samba já teve em suas mesas sambistas como Serginho Meriti e Ademir Batera, do Fundo de Quintal.
O concurso também premiou outros dois bares da Baixada Fluminense, ambos em Duque de Caxias. A segunda colocação ficou com o Pasta da Nonna, e o terceiro lugar com o Cevina Lounge. No total, 130 bares, incluindo os da capital e os de Niterói, participaram da competição.
Na capital o campeão foi o Tonamata, de Vargem Grande e em Niterói, o troféu ficou com o Pli On Board, de Itaipu. A premiação ocorreu na noite de terça-feira, no Rio Scenarium, na Lapa.

