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Bienal movimenta mais de R$ 500 milhões e impulsiona políticas públicas para o ano da Capital Mundial do Livro no Rio

BRCOM by BRCOM
junho 22, 2025
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Os livros de Agatha Christie dispostos no estande da Harper Collins na Bienal do Rio — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo

A edição de 2025 da Bienal do Livro do Rio de Janeiro bateu recorde histórico de público e trouxe um impacto direto na economia da cidade: R$ 535,4 milhões movimentados ao longo dos dez dias de evento, segundo estudo realizado pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e de Cultura. O dado, divulgado pela prefeitura do Rio neste domingo durante o encerramento da feira no Riocentro, considera os gastos de 740 mil visitantes com ingressos, livros, alimentação, transporte e hospedagem.

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A maior feira literária do país gerou não só retorno econômico expressivo, como também impulsionou políticas públicas para o ano em que o Rio ostenta o título de Capital Mundial do Livro, concedido pela Unesco. O balanço foi apresentado em coletiva com o prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, e os secretários Lucas Padilha (Cultura) e Renan Ferreirinha (Educação).

— A Bienal tem o poder de mostrar que o Rio de Janeiro, mais do que continuar lendo, continua sendo lido. O título de Capital Mundial do Livro cumpre esse papel: fazer com que a gente compreenda a dimensão da nossa cidade e do nosso país na literatura — afirmou Cavaliere.

Os livros de Agatha Christie dispostos no estande da Harper Collins na Bienal do Rio — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo

Segundo o estudo, a venda de livros atingiu a marca de 6,8 milhões de exemplares, o que representa, em média, 9,2 livros por pessoa. O faturamento estimado das editoras foi de R$ 215,4 milhões. Do total de visitantes, 88% eram moradores da capital e da Região Metropolitana, enquanto 12% eram turistas de outros estados. Apenas os gastos dos turistas no período geraram um impacto de R$ 188 milhões na cidade. Já os gastos dos cariocas e moradores do entorno, como alimentação e transporte, somaram R$ 44,6 milhões.

A Secretaria Municipal de Educação do Rio levou 56 mil profissionais da rede e 30 mil estudantes para visitar o evento gratuitamente. Com um estande de 150 metros quadrados e cem horas de programação, a pasta organizou atividades voltadas à formação de leitores, valorização da literatura e inovação pedagógica.

Segundo o município, cada escola da rede municipal recebeu entre R$ 1.000 e R$ 1.400 para renovar seus acervos, com a exigência de que pelo menos 30% desse valor fosse destinado à aquisição de literatura africana, afro-brasileira e indígena. Além disso, cada aluno recebeu um voucher de R$ 25, e os profissionais da educação, de R$ 100, para compra de livros no evento.

Jovens lotam Bienal em busca dos gêneros literários e autores que bombam no TikTok — Foto: Leo Martins/Agência O GLOBO
Jovens lotam Bienal em busca dos gêneros literários e autores que bombam no TikTok — Foto: Leo Martins/Agência O GLOBO

— Uma das maiores políticas públicas de promoção da leitura são as bibliotecas e salas de leitura das escolas municipais. É ali que a criança conhece outras narrativas e compreende que pode ser protagonista da própria história. O livro vira uma janela para um mundo de descobertas — disse o secretário Renan Ferreirinha.

A secretaria de Educação disponibilizou mais de R$ 8,5 milhões em vouchers para a rede pública na Bienal.

Aproveitando o palco da Bienal, o secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, apresentou um pacote de iniciativas formuladas no âmbito do Rio Capital Mundial do Livro. O objetivo é consolidar políticas públicas voltadas ao livro, à leitura e à cadeia produtiva do setor, com foco em impacto duradouro e descentralização de ações.

O estande da capital mundial na Bienal promoveu 53 painéis com autores nacionais e estrangeiros, como o espanhol Jorge Carrión, a argentina Marina Berri e os portugueses Lídia Jorge e Paulo Santos, abordando temas como mercado editorial, políticas de leitura, inovação e formação de leitores.

Entre os novos projetos anunciados, estão:

Iniciativa permanente de mapeamento e análise do impacto do livro e da leitura nas dimensões econômica, social, cultural e educacional. A plataforma reunirá dados sobre geração de empregos, consumo de livros, turismo literário, acesso a bibliotecas e hábitos de leitura da população carioca.

— O objetivo é transformar o Rio em centro de excelência em dados e conhecimento sobre o universo do livro, subsidiando políticas públicas e iniciativas privadas — explicou Padilha.

O projeto terá cinco frentes: mapeamento econômico do setor, análise cultural e educacional, monitoramento de tendências de mercado, base de dados para formulação de políticas e incentivo à produção acadêmica sobre leitura.

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  • Prêmio João e Julia do Rio
  • Academia Editorial Júnior
  • Integração das bibliotecas públicas e comunitárias
      • Bienal movimenta mais de R$ 500 milhões e impulsiona políticas públicas para o ano da Capital Mundial do Livro no Rio

Prêmio João e Julia do Rio

Premiação anual que reconhecerá iniciativas de promoção da leitura em territórios periféricos e comunidades do Rio. Com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o prêmio terá dez categorias, entre elas: melhor biblioteca comunitária, mediação de leitura, literatura para infância, oralidade e musicalidade, acessibilidade literária, identidade carioca e jornalismo literário local. Cada vencedor receberá R$ 15 mil — totalizando R$ 150 mil em premiações.

Academia Editorial Júnior

Projeto idealizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a AEJ é uma formação intensiva de seis meses voltada à jovens de comunidades do Rio. Os participantes têm acesso a oficinas, mentoria, auxílio financeiro e produzem um livro autoral apresentado ao público durante a Bienal. A proposta é estimular a inclusão e a empregabilidade no mercado editorial.

O programa visa apoiar editoras estrangeiras interessadas em traduzir e publicar obras de autores brasileiros. Serão oferecidas até dez bolsas, de até R$ 10 mil cada, com o objetivo de ampliar o alcance internacional da literatura nacional. A bolsa vale para livros já publicados no Brasil em português e pode ser usada para traduções em qualquer idioma.

Integração das bibliotecas públicas e comunitárias

Com o intuito de ampliar o acesso ao livro em toda a cidade, a Prefeitura pretende unificar os sistemas de bibliotecas públicas e comunitárias em uma única rede, com acervo digitalizado, sistema de busca unificado e trânsito de exemplares entre unidades. Se um título não estiver disponível em uma biblioteca próxima, poderá ser solicitado de outra.

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