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setembro 26, 2026
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BNDES fecha acordo com estado e Coppe para planejamento conjunto de expansão do Metrô do Rio

Por · setembro 25, 2026
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firma nesta sexta-feira um acordo com o governo do estado e a Coppe/UFRJ para integrar os vários projetos em desenvolvimento para a expansão da Linha 2 do Metrô (no trecho entre o Estácio e a Praça XV), da Linha 4 (entre o Jardim Oceânico, na Barra, e o Recreio dos Bandeirantes, pela Avenida das Américas) e a criação da Linha 3 (São Gonçalo-Niterói-Praça XV). O BNDES não detalhou se a parceria envolverá o aporte de recursos da instituição. Os projetos já contam com aportes de R$ 20 milhões para o estado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e R$ 26 milhões para a Coppe de emendas parlamentares.
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— Há uma série de questões que precisarão ser definidas a partir de agora, mas que ficarão principalmente para o próximo governador. Será necessário, por exemplo, atualizações do Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU) para estimar demandas pelos serviços para essas linhas. Os estudos são anteriores (2013), por exemplo, à pandemia da Covid, que mudou os hábitos de deslocamento da população — explicou a secretária estadual de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem.
Guilherme Ramalho, CEO do Metrô Rio, empresa que opera as linhas existentes, avalia que o projeto mais urgente para sair do papel deveria viabilizar a expansão da Linha 2. Do Estácio até a Praça XV, seria necessário investir em uma expansão de quatro quilômetros.
— Essa intervenção possibilitaria um aumento de mais de 35% da capacidade de oferta, beneficiando, sobretudo, a população da Zona Norte e da Baixada Fluminense, que contaria com mais oferta e aumento de possibilidade de integrações e futuras estações. A obra também prepara o sistema para receber a integração com a Linha 3 — disse Ramalho.
O professor da FGV Transportes, Marcus Quintella, observa que, desde os estudos originais para a implantação do Metrô no Rio, já havia a previsão de prolongar a Linha 2 em lugar de encerrar a conexão no Estácio. Em lugar disso, na gestão do ex-governador Sérgio Cabral, foi autorizada a criação de uma interligação com a Linha 1.
— O potencial seria enorme com a conexão com a Linha 3. Uma futura estação na Praça XV permitiria a conexão com outros modais. Parte viria de usuários da Ponte Rio-Niterói, que hoje já recebe cerca de 240 mil veículos por dia — disse Quintella.

BNDES fecha acordo com estado e Coppe para planejamento conjunto de expansão do Metrô do Rio