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setembro 25, 2026
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Boeing 727 que já foi jato particular vira hospedagem de luxo — e hóspedes podem entrar na cabine

Por · setembro 25, 2026
Boeing 727 que já foi jato particular vira hospedagem de luxo — e hóspedes podem entrar na cabine


Um avião sem asas ou motores pode ter alguma utilidade? À primeira vista, um avião que não voa não serve para nada, mas não é o caso do PytchAir, um Boeing 727 fabricado na década de 1960. A aeronave aposentada foi transformada em uma acomodação de luxo em Bristol, na Inglaterra. Com cerca de 92 metros quadrados, foi instalada sobre contêineres em um parque industrial e adaptada para receber hóspedes, que podem até acessar a cabine de comando.
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O PytchAir preserva seu interior instalado em 1981, ano em que foi convertido em um jato particular. A estrutura conta com duas salas de estar, quarto principal com cama king-size, dois quartos adicionais com camas de solteiro, cozinha completa, três banheiros e chuveiro.
A área externa também foi transformada. Há uma banheira de hidromassagem, sauna e um chuveiro instalado sob a fuselagem. A acomodação ainda mantém a escada original de embarque e parte dos sistemas do avião, como iluminação e equipamentos da cabine.
De avião comercial a jato particular
O Boeing 727 fez seu primeiro voo em 1967 e entrou para a frota da Japan Airlines no ano seguinte. Posteriormente, a aeronave foi retirada do serviço comercial e recebeu uma configuração de jato particular, com um interior luxuoso que preserva elementos como revestimentos de madeira, detalhes dourados e móveis característicos dos anos 1980.
O empresário britânico Johnny Palmer encontrou a aeronave em um “cemitério de aviões” no oeste da Inglaterra. Depois de comprar o 727, ele retirou as asas e os motores e levou a fuselagem por estrada até Bristol.
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A operação exigiu o uso de grandes guindastes para colocar o avião sobre contêineres. O transporte chamou a atenção de moradores e chegou a provocar alterações no trajeto por causa de emergências nas estradas e de dificuldades para passar sob uma ponte.
Inicialmente, Palmer pretendia utilizar o avião como espaço de lazer e para festas de seus filhos. Mais tarde, decidiu transformá-lo em uma acomodação para aluguel de curta temporada. O imóvel também já foi utilizado como espaço de eventos e reuniões.
Hóspedes podem entrar na cabine de comando
Um dos principais atrativos do PytchAir é a cabine de pilotagem. Diferentemente de um avião em operação, os hóspedes têm acesso ao cockpit e podem explorar os controles e interruptores preservados na aeronave.
Segundo o anúncio da hospedagem, a proposta é justamente manter a experiência de estar dentro de um avião, apesar de a aeronave não ter mais asas ou motores. O imóvel pode receber até quatro pessoas e também oferece estacionamento e internet.
A propriedade é abastecida por energia renovável. Segundo o anúncio, o sistema inclui mais de 300 painéis solares e uma estrutura de armazenamento de energia com capacidade de 240 kWh.
Quanto custa dormir no Boeing 727?
O valor da diária varia de acordo com a data. Em uma consulta realizada em setembro de 2026, uma noite para duas pessoas aparecia a partir de £ 597 (cerca de R$ 4 mil, na cotação atual), incluindo taxas, para uma estadia no fim do mês. Os preços podem variar conforme a procura e o período.
A hospedagem está disponível em plataformas como Airbnb. O anúncio atualmente registra nota média de 4,74 de 5, com 148 avaliações.
Apesar da aparência luxuosa, o interior mantém marcas do tempo. O revestimento original dos anos 1980 foi restaurado, mas há sinais de desgaste, incluindo manchas no carpete. No verão, a falta de ar-condicionado também pode ser um problema, embora o proprietário tenha planejado instalar um sistema de refrigeração aproveitando as saídas de ventilação originais.
A história do avião também alimentou rumores sobre seus antigos proprietários. Já houve especulações de que ele teria pertencido a integrantes da realeza do Oriente Médio ou até a criminosos. Não há, porém, confirmação de que a aeronave tenha pertencido ao traficante colombiano Pablo Escobar, história que chegou a circular na internet. O atual proprietário afirmou à CNN que não encontrou evidências que comprovassem essa versão.

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