Com aperto no caixa, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição vai priorizar as caminhadas nos últimos atos antes do primeiro turno. Os comícios com o palco que possui uma passarela para o candidato andar pelo meio do público, uma inovação adotada pelo petista nesta eleição, são considerados muito caros.
A estimativa é que esses comícios custem dez vezes mais do que as caminhadas. Lula fará campanha nos próximos dias em São Paulo, Amazonas, Pará, Ceará e Minas.
Em alguns locais, como aconteceu na quinta-feira em Alagoas e deve acontecer na segunda-feira no Pará, haverá palcos com passarelas, mas os custos serão bancados pelas campanhas locais.
O novo modelo de palco foi montado pela primeira vez para o ato de abertura oficial da campanha no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, local onde Lula liderou greves como metalúrgico nos anos 1970. A inovação foi considerada bem sucedida por permitir maior interação com o público.
Além dos custos menores, há também um entendimento que as caminhadas passam uma imagem mais humilde, o que é bem visto neste momento. Nesse tipo de evento, Lula se desloca em uma caminhonete com equipamento de som. No fim, em alguns casos, o presidente sobe em um trio elétrico para discursar.
A campanha petista tem priorizado nas últimas semanas gastos com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, principalmente o Instagram e o Facebook. A expectativa é gastar R$ 12 milhões com esse serviço no primeiro turno.
A campanha de Lula deve receber R$ 85 milhões do fundo eleitoral no primeiro turno. O teto de gastos da campanha presidencial estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de R$ 88,9 milhões.
Até quarta-feira, a campanha presidencial do PT já tinha R$ 64,6 milhões de despesas contratadas. O principal gasto, no valor de R$ 31 milhões, foi a Delta3, Delta3 Comunicação e Projetos Ltda,. que tem como donos os publicitários Chico Kértesz e Raul Rabelo. Rabelo é o marqueteiro oficial da campanha. A Meta recebeu R$ 2,6 milhões.
Para economizar, Lula vai priorizar caminhadas na reta final do primeiro turno e evitar 'passarela' usada em comícios
