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setembro 24, 2026
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'Booker Prize', um dos principais prêmios de literatura do mundo, anuncia seis finalistas

Por · setembro 23, 2026
'Booker Prize', um dos principais prêmios de literatura do mundo, anuncia seis finalistas


Um calhamaço de 640 páginas sobre as consequências de um assassinato motivado por homofobia na Jamaica. Um romance de ficção científica que começa com um alienígena levado pela água até a praia. Uma comédia sobre um experimento social em um campus universitário no qual um ator passa a frequentar as aulas usando apenas uma sacola preta. Esses três livros estão entre os seis finalistas do Booker Prize deste ano, cuja lista de indicados foi anunciada nesta terça-feira.
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Um calhamaço de 640 páginas sobre as consequências de um assassinato motivado por homofobia na Jamaica. Um romance de ficção científica que começa com um alienígena levado pela água até a praia. Uma comédia sobre um experimento social em um campus universitário no qual um ator passa a frequentar as aulas usando apenas uma sacola preta. Esss três livros estão entre os seis finalistas do Booker Prize deste ano, cuja lista de indicados foi anunciada nesta terça-feira.
Os dois autores já venceram o Booker, e, se qualquer um deles conquistar o prêmio novamente, será apenas a quinta vez que um escritor vence a premiação duas vezes.
Os outros indicados são “The Things We Never Say”, de Elizabeth Strout, sobre um professor deprimido; “The End of Everything”, de M. John Harrison, ambientado em uma Grã-Bretanha distópica e envolvendo alienígenas e catadores de praia; “Black Bag”, de Luke Kennard, inspirado em um experimento realizado na década de 1960 na Universidade Estadual do Oregon; e “May We Feed the King”, de Rebecca Perry, uma estreia literária histórica e inovadora.
Embora a lista de finalistas reúna alguns dos romances mais aclamados pela crítica neste ano, Mary Beard, presidente do júri, disse em entrevista por telefone que as reputações literárias não influenciaram a escolha dos jurados. Os seis títulos, selecionados após quatro horas de deliberação, “compartilham a capacidade de fazer você enxergar o mundo de uma maneira diferente”, disse Beard.
Eles também, acrescentou ela, “agarram você pelo pescoço, alguns com puxões muito delicados, outros de uma maneira um pouco mais direta”.
O Booker, concedido pela primeira vez em 1969, é entregue todos os anos a um livro escrito em inglês e publicado no Reino Unido ou na Irlanda. O autor da obra vencedora receberá 50 mil libras (cerca de US$ 66,7 mil). Os jurados anunciarão a escolha em 9 de novembro, durante um evento em Londres.
Veja mais detalhes sobre os livros finalistas.
“The End of Everything”, de M. John Harrison
Harrison, de 81 anos, pode se tornar o vencedor mais velho da história do Booker se conquistar o prêmio por seu 13º romance, cujo personagem principal é um catador que encontra um alienígena em uma praia. Críticos britânicos já chamaram Harrison de “o melhor escritor de quem você nunca ouviu falar”, em referência a obras que transitam entre diferentes gêneros. Os jurados do Booker deste ano deram uma pista sobre essa variedade ao afirmar, em um comunicado sobre a lista de finalistas, que o livro de Harrison “pode ser lido como um thriller, um mistério, uma sátira, uma distopia, um romance de estrada ou uma obra de realismo”.
“The Disappearers”, de Marlon James
James venceu o Booker Prize de 2015 pelo épico “A Brief History of Seven Killings”, e seu sexto romance é uma história igualmente extensa sobre as consequências de um ataque homofóbico fatal na Jamaica. James disse em uma entrevista recente ao “New York Times” que as descrições sem concessões de sexo e violência foram deliberadas. “Eu não procuro romances para me sentir seguro”, afirmou. “Eu procuro romances para ser estimulado, para sentir medo, para aprender, para ficar assustado — sinceramente, para ficar horrorizado.”
“Black Bag”, de Luke Kennard
No livro de Kennard, um professor contrata um ator em dificuldades para frequentar as aulas escondido dentro de uma sacola preta, e as performances seguem por caminhos cada vez mais absurdos. Johanna Thomas-Corr, do “Times” de Londres, afirmou que, por trás da brincadeira, “há uma meditação cuidadosa e terna sobre a dificuldade de ser homem no mundo moderno”.
“May We Feed the King”, de Rebecca Perry
Único romance de estreia entre os indicados, o livro de Perry começou como dois contos — um sobre uma mulher que recria cenas históricas com comida e outro sobre um acompanhante de um rei moribundo — até que ela percebeu que poderia unir as duas histórias em uma narrativa que alterna entre passado e presente. Uma grande livraria britânica já concedeu à obra um prêmio de “melhor estreia”.
“The Things We Never Say”, de Elizabeth Strout
Ambientado durante a eleição presidencial americana de 2024, o romance de Strout acompanha um professor de história do ensino médio que pensa em cometer suicídio antes que um acidente de barco e a revelação de um segredo familiar guardado há muito tempo mudem sua vida. Maggie Shipstead, no “New York Times”, afirmou que ler o livro foi um prazer, apesar de referências ocasionalmente pouco naturais a acontecimentos políticos recentes.
“John of John”, de Douglas Stuart
Stuart venceu o Booker Prize de 2020 com seu romance de estreia, “Shuggie Bain”. Seu terceiro romance conta a história de Cal, um jovem gay de 22 anos que retorna para casa para viver com o pai, um homem irritado, em uma remota ilha escocesa. Mark Harris, no “New York Times”, afirmou que Stuart “não está particularmente interessado em contar uma história de retorno ao lar ou de amadurecimento”, como os leitores poderiam esperar a partir do resumo da trama. Em vez disso, Stuart “usa essa estrutura para construir algo diferente, mais estranho e muito mais original”.

'Booker Prize', um dos principais prêmios de literatura do mundo, anuncia seis finalistas