O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá o segundo encontro com empresários da sua campanha com a expectativa de dar mais ênfase em sinalizações de controle das contas públicas em um eventual quarto mandato, a pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições. O discurso do petista para a plateia de pesos pesados do PIB deve reforçar compromisso com um ambiente de segurança jurídica e previsibilidade para os negócios. O jantar está marcado para as 19h desta sexta-feira, em São Paulo.
Entre integrantes do primeiro escalão, foram chamados os ministros Dario Durigan (Fazenda), Miriam Belchior (Casa Civil), Leonardo Barchini (Educação), Bruno Moretti (Planejamento), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Wellington Lima e Silva (Justiça), Vinicius Carvalho (Controladoria-Geral da União), além dos presidentes da Caixa, Carlos Vieira, e do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
O evento está sendo organizado pelo ministro de Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, e o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, no hotel Tivoli Mofarrej.
Entre os convidados estão empresários do setor de varejo, seguros, construção civil, construção pesada, óleo e gás e infraestrutura. No jantar, haverá oportunidade de perguntas dos convidados. O evento mira alto escalão de empresas e é a última cartada da campanha voltada ao setor produtivo que vai mirar a mensagem de que Flavio Bolsonaro não oferecerá ambiente seguro e com previsibilidade para os negócios no Brasil.
— O presidente é uma pessoa responsável, tem ciência das responsabilidades que carrega. As pessoas estão se dando conta que o Flavio é mais bandido que o pai e também do que está em jogo. De lado um lado, tem um regime autoritário e um candidato capturado pelo crime organizado, que pode gerar insegurança, imprevisibilidade e um mergulho no caos — afirma Marco Aurélio de Carvalho.
Interlocutores do presidente afirmam que a expectativa é que Lula faça uma fala mais enfática sobre equilíbrio fiscal, ainda que não seja focada em medidas específicas.
Lula teve outro encontro com empresário e banqueiros no Palácio da Alvorada, em 31 de agosto, para um grupo de 16 pessoas. A fala de Lula nesse primeiro encontro foi considerada vaga sobre direcionamentos do cenário econômico.
Aliados afirmam que Lula deve usar o evento para dar uma direção mais clara aos rumos da economia, reforçando que não deixará as contas públicas escorregarem. Diante da crise do Supremo Tribunal Federal, também se espera Lula diga com quais pontos defende em uma reforma no Judiciário.
Interlocutores de Lula avaliam que parte dos convidados tem dúvidas do que vai acontecer na economia em um eventual Lula 4, não apoia necessariamente a candidatura de Flávio Bolsonaro, e buscará respostas nesse evento.
Lula faz nova rodada de conversa com empresários para sinalizar compromisso fiscal
