Do drama em “Homem com H” ao romance “Encontrada”, Bruno Montaleone transita entre produções televisivas e cinematográficas, ao mesmo tempo, em que imprime personalidade à sua imagem pública por meio da moda. O ator, que já participou de campanhas de grifes como Armani e Carolina Herrera e também de marcas mais acessíveis, como Zara e H&M, defende um estilo que alia conforto, qualidade e escolhas conscientes.
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— Diria que meu estilo hoje é menos sobre me fantasiar de algo que não sou e mais sobre refinar o que já existe em mim. Eu gosto de olhar para décadas passadas, uma alfaiataria bem cortada, a sobriedade de um Marlon Brando num terno, a sofisticação e discrição estilo Paul Newman numa camiseta branca com um bom jeans e jaqueta, e misturar isso com a praticidade da vida que levo hoje — revela Bruno ao GLOBO.
Essa filosofia se traduz em escolhas versáteis e autênticas. Ele combina peças clássicas e atemporais com itens de high fashion, sem abrir mão de básicos de qualidade. A abordagem hi-lo reforça que estilo não é exclusividade de grife, mas a capacidade de criar composições coerentes com elementos diversos.
— Tem coisas que simplesmente não saem da minha vida… como uma boa jaqueta, um bom jeans, camisetas básicas em cores neutras que são versáteis e, claro, acessórios — anéis, colares, pulseiras, brincos. Mas isso não é sobre ter um guarda-roupa mínimo, e sim sobre ter peças que realmente funcionam para mim e que posso reinterpretar de várias formas. Gosto de experimentar sobreposições e, com isso, ir renovando o que seria básico — explica.
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O ator valoriza caimento e durabilidade, rejeitando peças descartáveis. — Quando compro ou escolho algo para vestir, penso primeiro no caimento. Se não veste bem, não serve. Mas logo depois vem a qualidade, porque não quero roupa descartável, que se desmancha depois de duas lavagens. Prefiro investir em uma peça boa. Moda é também sobre durabilidade. Eu preciso que as roupas aguentem o ritmo da minha vida, que se adaptem do set a uma reunião, de uma viagem a um jantar — acrescenta.
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Essa consciência também reflete debates mais amplos do mercado de moda. Bruno já trabalhou com casas tradicionais que têm investido em inovação sustentável, como Armani e Carolina Herrera, e reforça a importância de escolher marcas comprometidas com práticas éticas e duradouras:
— Eu já vivi experiências incríveis com marcas como Armani e Carolina Herrera, e admiro a técnica e o detalhe que o high fashion entrega, mas também sei que o luxo precisa acompanhar as mudanças do mundo, porque não dá para pensar só no desejo e esquecer o impacto. Então, eu escolho peças que vou usar diversas vezes, e que não vão virar lixo em pouco tempo, e presto atenção em quais marcas estão realmente comprometidas com um modus operandi mais consciente. No fim das contas, estilo também é sobre coerência, com quem eu sou e com o tempo em que eu vivo.

