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Campaha de Lula quer reforço em comparação com Milei para tentar ampliar vantagem sobre Flávio Bolsonaro entre os mais pobres

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer reforçar os ataques a Flávio Bolsonaro nas redes sociais explorando a fala da coordenadora do programa econômico do candidato do PL, Daniella Marques, sobre o presidente da Argentina, Javier Milei. Há uma leitura no campo governistas de que a fala de Marques com alguns elogios […]


A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer reforçar os ataques a Flávio Bolsonaro nas redes sociais explorando a fala da coordenadora do programa econômico do candidato do PL, Daniella Marques, sobre o presidente da Argentina, Javier Milei. Há uma leitura no campo governistas de que a fala de Marques com alguns elogios específicos a Milei está repercutindo negativamente no mundo das redes sociais e que abriu um flanco com potencial relevante de exploração política em diversas camadas.
Na semana passada, Marques disse que Milei é um “ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento e redução de burocracia e impostos”. Procurada, a assessoria dela disse que não iria comentar.
Apesar de Marques não ter feito um elogio a tudo o que o argentino fez em sua gestão, politicamente o petismo pretende explorar as comparações entre os resultados econômicos recentes do Brasil e da Argentina como forma de tentar recuperar uma vantagem maior sobre seu principal adversário.
Entre os tópicos a serem abordados estão a diferença na taxa de inflação (“dois, três meses de inflação lá é igual à inflação anual no Brasil”), perda de valor do salário mínimo lá enquanto no Brasil houve valorização, nível de pobreza e miséria, emprego, entre outros, além de reforçar eventos anedóticos, como a notícia de que argentinos comeram carne de burro, que, apesar de pontual. Já está sendo tratado como emblema da precariedade econômica pela qual passam os vizinhos.
Milei, vale lembrar, esteve no lançamento oficial da campanha de Flávio Bolsonaro, o que facilita o trabalho da campanha petista de reforçar a associação e mirar não só os eleitores indecisos, mas, principalmente, reforçar a vantagem entre os mais pobres e a narrativa de que Flávio e seu grupo representariam uma candidatura contra os mais pobres.
Lula ainda lidera com folga nas rendas mais baixas, mas viu perder terreno no último mês e passou a se preocupar não só em estancar, mas também em recuperar o terreno. É nesse contexto que também se insere a medida que elevou na semana passada em 15% o programa Bolsa Família e as discussões sobre proibir cassinos online, que já tem até Medida Provisória pronta e sendo analisada no governo.

Campaha de Lula quer reforço em comparação com Milei para tentar ampliar vantagem sobre Flávio Bolsonaro entre os mais pobres

Autor

BRCOM