Anderson Talisca tem duas profissões: jogador de futebol e cantor. Na música, ele é Spark, nome artístico que adotou em 2019, quando decidiu levar mais a sério a carreira no trap. Na noite desta terça-feira (16), ele lançou o clipe de “Dúvida”, faixa que abre seu EP “Ciclos”.
Veja a seguir:
Atual meia do Fenerbaçe, da Turquia, Talisca foi revelado pelo Bahia. Depois, jogou em clubes como Benfica (Portugal), Besiktas (Turquia) e Guangzhou Evergrande (China). Em 2021, foi para o Al Nassr, da Arábia Saudita — o time de Cristiano Ronaldo —, com o qual foi campeão da Liga dos Campeões Árabes de 2023. De volta à Turquia, chegou no Fenerbaçe em janeiro de 2024.
Paixão antiga
A música apareceu cedo na vida de Talisca. Para conseguir uma bolsa de estudos na cidade natal, Feira de Santana (BA), ele entrou ainda novo para a banda da escola, onde tocava percussão. Quando ingressou na base do Bahia Esporte Clube, manteve, desde então, o sonho de tocar a carreira artística. Tocando percussão, se aproximou do axé e do pagode, mas mergulhou mesmo no rap, gênero com o qual se aproximou por meio da garotada da base do Bahia.
Spark, o alter ego artístico de Anderson Talisca
Divulgação
— Os moleques escutavam muito rap no quarto. Na época, Chris Brown tinha lançado um álbum que estava bombando. Comecei a pesquisar vários sons, mas sem compromisso, porque eu estava sem fazer música. Mas fui apurando o meu ouvido todos os dias, e fiquei com aquilo na cabeça, de fazer alguma parada na música futuramente, e deixei fluir — disse Talisca em entrevista ao GLOBO, em 2025.
Quando foi jogar no Benfica, de Portugal, em 2014, Talisca montou sua própria gravadora, a T Music, dedicada a axé e pagode. Depois, fundou outro selo, a Nine Four Records, voltada para música urbana, como o trap e o rap. A empresa lançou nomes como Ítalo Melo, Rafael Porrada, Têco e PH, entre outros artistas. Em 2019, surgiu Spark — o Talisca trapper. De lá para cá, lançou singles e fez feats com artistas importantes da cena como Lennon e Kiaz. Nas letras, nada de futebol:
— Não misturo, não falo de futebol nas minhas músicas. Sou um cara romântico, sincero, são histórias de relações que já vivi, histórias de amigos. O Spark é tipo um gângster amoroso (risos). Um personagem que se veste brabão, aquela coisa toda de streetwear, uma parada bem rua, mas que só fala de amor. Ele só quer love. É uma mistura de R&B com trap. São as referências que eu escutei lá atrás.
Anderson Talisca em treino no Al-Nassr
Divulgação/Al-Nassr

