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China e EUA concluem primeiro dia da 3ª rodada de negociações sobre tarifas

BRCOM by BRCOM
julho 28, 2025
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Mudanças tarifárias — Foto: Criação O Globo

As delegações da China e dos Estados Unidos concluíram nesta segunda-feira, em Estocolmo, o primeiro dia de um novo ciclo de negociações sobre seus respectivos encargos tarifários, que pode culminar com a prorrogação da trégua tarifária alcançada entre os dois países em maio.

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Essa terceira rodada de negociações entre as duas principais potências econômicas mundiais acontece poucos dias antes de expirar, em 1º de agosto, o prazo estabelecido por Donald Trump a vários parceiros comerciais para evitar aumentos nas tarifas.

As conversas, realizadas no edifício Rosenbad — sede do gabinete do primeiro-ministro sueco — terminaram por volta das 19h50 locais (14h30 horário de Brasília) e serão retomadas na terça-feira, informou o Tesouro americano à imprensa.

Mudanças tarifárias — Foto: Criação O Globo

Jornalistas da AFP viram as delegações deixando o local pouco depois da declaração. Nenhuma informação foi divulgada sobre os temas abordados neste primeiro dia.

Antes do início do encontro, a China declarou que busca “respeito mútuo e reciprocidade” durante essas negociações.

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“Espera-se que a parte americana, junto com a China (…) reduza os mal-entendidos, fortaleça a cooperação e promova o desenvolvimento estável, saudável e sustentável das relações entre China e Estados Unidos”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.

Há muito em jogo. Os aumentos nas tarifas aduaneiras variam entre 10% e 50% para produtos brasileiros. O México está exposto a 30%, e o Canadá, a 35%.

Se esses aumentos se concretizarem, as tarifas médias aplicadas aos produtos importados pelos Estados Unidos — que já estão entre as mais altas desde a década de 1930 — subirão ainda mais, segundo o centro de pesquisa Budget Lab da Universidade de Yale.

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China e Estados Unidos entraram, em abril, numa escalada de tarifas aduaneiras (125% sobre produtos norte-americanos e 145% sobre os chineses), que foi atenuada em uma reunião em Genebra e mantida em outra em Londres.

A guerra tarifária entre os dois países abalou os mercados financeiros e gerou temores de uma recessão, mas desde então as tensões diminuíram — e a China até pode ser considerada privilegiada.

Embora seus produtos estejam sujeitos a um acréscimo de 30% sobre as tarifas em vigor antes de 1º de janeiro, não são esperadas surpresas desagradáveis — o que é uma boa notícia para os fabricantes chineses.

As negociações em Estocolmo visam estender a trégua de 90 dias negociada em maio, em Genebra.

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Segundo o jornal chinês South China Morning Post, esse objetivo deve ser alcançado.

“Desde as conversas de Londres, parece haver uma mudança bastante significativa na estratégia da administração norte-americana em relação à China”, avaliou Emily Benson, chefe de estratégia da Minerva Technology Futures.

“Agora, o foco está muito mais no que é possível alcançar (…) e em conter qualquer fator que possa aumentar as tensões”, declarou à AFP.

Por enquanto, não há acordos de fundo, mas há avanços em temas importantes para ambas as partes.

Os Estados Unidos conseguiram flexibilizar as restrições às exportações chinesas de terras raras, ao restabelecer parcialmente o acesso de Pequim a semicondutores americanos de alto desempenho.

Uma prorrogação da trégua indicaria “um sinal da vontade de ambas as partes de continuar as conversas”, segundo Thibault Denamiel, pesquisador do CSIS em Washington.

Isso, enquanto se aguarda o próximo passo: uma reunião entre Donald Trump e seu homólogo chinês, Xi Jinping.

Outros países enfrentam mais dificuldades, a começar pelo Brasil, que Trump ameaça punir, em parte por causa do julgamento por tentativa de golpe contra o ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro — vítima, segundo ele, de uma “caça às bruxas”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a ameaça como “chantagem inaceitável”. O fato é que a crise diplomática desencadeada com Washington ainda não foi resolvida, a poucos dias do prazo final.

O México também não tem vida fácil. Trump parece satisfeito com a colaboração mexicana no combate à migração ilegal (uma de suas principais exigências), mas considera que o país não está fazendo o suficiente no combate ao tráfico de fentanil.

Também não houve avanços nas negociações com Coreia do Sul, Taiwan ou Índia.

Após uma reunião na Escócia com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Trump anunciou no domingo que a União Europeia aceitou tarifas de 15% e se comprometeu a investir mais 600 bilhões de dólares nos Estados Unidos — sem especificar quando.

Indonésia, Japão, Filipinas, Reino Unido e Vietnã já firmaram acordos com Washington. Todos eles sofrerão aumentos tarifários entre 15% e 20%.

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