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outubro 31, 2026
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Cinco erros de skincare na primavera que podem manchar e ressecar a pele

Por · outubro 31, 2026
Cinco erros de skincare na primavera que podem manchar e ressecar a pele


A primavera costuma ser vista como uma estação amena, mas para a pele ela traz um desafio duplo. Com o sol mais alto no céu, o índice ultravioleta volta a se aproximar dos maiores valores do ano. Em determinados dias, pode atingir níveis muito altos na cidade. Ao mesmo tempo, a oscilação de temperatura e os períodos de baixa umidade podem deixar a pele mais vulnerável ao ressecamento e à sensibilidade.
Mas conhecer os riscos da exposição solar, porém, não significa necessariamente adotar hábitos adequados de proteção. A aplicação insuficiente de protetor solar e a não reaplicação durante o dia estão entre os cuidados que merecem atenção.
A biomédica Pamela Soares, fundadora da IPS Clinic e criadora do Posicionamento Facial, metodologia que propõe uma avaliação individualizada antes da indicação de procedimentos estéticos, alerta que a mudança de estação exige cautela. “A primavera engana. A temperatura ainda oscila, então muita gente não percebe que o sol está forte, mas a radiação já pode atingir níveis muito elevados. É a combinação de sol intenso com uma pele mais sensível, e é aí que as manchas podem aparecer ou piorar”, explica.
Em setembro, Pamela esteve na Coreia do Sul e conheceu de perto tendências e inovações em cuidados com a pele. A experiência no país, reconhecido mundialmente pela influência no mercado de skincare, reforçou seu interesse por abordagens que valorizam a qualidade da pele, a prevenção e a individualização dos tratamentos.
“Uma das coisas que fui buscar na Coreia do Sul foi entender como um mercado tão avançado em skincare trabalha a qualidade da pele. Existe uma valorização muito grande da prevenção e do cuidado contínuo. Mais do que utilizar muitos produtos, o importante é entender o que aquela pele realmente precisa. E isso se torna ainda mais relevante nas mudanças de estação, quando precisamos adaptar os cuidados”, destaca.
A seguir, a especialista lista os cinco erros mais comuns da estação e explica como evitá-los.
A atenção aos cuidados com a pele também é essencial na primavera
Pexels
Manter a mesma rotina do inverno
Durante os meses frios, é comum reforçar a hidratação com cremes mais densos e ricos em componentes emolientes, que ajudam a compensar o ressecamento provocado pelo vento, pela baixa umidade e pelos banhos quentes.
O problema é que muitas pessoas não revisam essa rotina quando os dias esquentam. Com o aumento da temperatura e da transpiração, produtos muito pesados podem provocar desconforto e sensação de oleosidade, favorecendo a obstrução dos poros.
“O erro mais comum é achar que a rotina de skincare é fixa. A pele muda com a estação, com a fase da vida, com o estresse, e o cuidado precisa acompanhar essas mudanças. Texturas muito pesadas, que faziam sentido no frio, podem deixar a pele oleosa e desconfortável com o calor. Para algumas pessoas, a primeira troca pode ser migrar para fórmulas mais leves, como géis e fluidos, sem abrir mão da hidratação. E vale rever o protetor também: ele precisa ser confortável o suficiente para a pessoa querer reaplicar. Se a textura incomoda, ela simplesmente não vai usar”, explica Pamela.
Passar protetor solar apenas pela manhã
Aplicar o protetor solar ao sair de casa é um bom começo, mas pode não ser suficiente. Com o passar das horas, fatores como suor, contato com as mãos, oleosidade e atrito podem comprometer a uniformidade da camada aplicada.
Além disso, dias nublados não eliminam a exposição à radiação ultravioleta. A radiação UVA também pode atravessar vidros comuns, tornando a proteção relevante para pessoas que passam períodos prolongados perto de janelas com incidência de luz solar.
“Para quem trabalha perto de janelas ou passa o dia indo de uma reunião para outra, avaliar a necessidade de reaplicação faz diferença no cuidado a longo prazo. E para quem usa maquiagem, hoje existem opções em pó, bastão ou outras apresentações que podem facilitar esse hábito. O importante é garantir uma quantidade adequada de produto e uma cobertura uniforme”, orienta.
Durante a exposição solar, a recomendação geral é reaplicar o protetor aproximadamente a cada duas horas e após nadar, suar intensamente ou se secar com toalha, conforme as orientações do fabricante.
Ignorar a luz visível quando há manchas
Para quem tem melasma, o cuidado vai além da radiação ultravioleta. A condição, caracterizada por manchas acastanhadas principalmente no rosto, pode ser influenciada por fatores como exposição solar, alterações hormonais e processos inflamatórios.
A luz visível, especialmente a proveniente do sol, também pode contribuir para o agravamento da hiperpigmentação em pessoas predispostas. Nesse contexto, protetores solares com cor formulados com pigmentos como os óxidos de ferro podem oferecer proteção adicional contra parte da luz visível, tornando-se aliados importantes no cuidado com o melasma.
“Mas é importante entender que o protetor não trabalha sozinho: precisamos considerar a reaplicação, a exposição solar e uma rotina pensada para aquela pele. Muitas pacientes chegam frustradas porque usam protetor diariamente e as manchas continuam escurecendo. Nesses casos, precisamos investigar o que pode estar contribuindo para esse agravamento”, afirma.
A atenção aos cuidados com a pele também é essencial na primavera
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Exagerar nos ácidos e na esfoliação durante o tempo seco
A busca por uma pele mais uniforme leva muitas pessoas a intensificar o uso de ácidos, esfoliantes e produtos clareadores justamente quando as manchas começam a incomodar. Entretanto, nos períodos de baixa umidade, a pele pode apresentar maior tendência ao ressecamento e ao comprometimento da barreira cutânea, estrutura responsável por reduzir a perda de água e proteger contra agentes externos.
O uso excessivo ou inadequado de determinados ácidos e esfoliantes pode agravar esse quadro, provocando irritação, descamação e inflamação.
“A pele ressecada pode estar com a barreira cutânea mais fragilizada, e o excesso de ácidos pode comprometer ainda mais essa proteção. Os sinais de que passou do ponto são ardência ao aplicar até um hidratante simples, vermelhidão persistente, descamação e sensibilidade aumentada. E uma pele inflamada pode desenvolver manchas. Então a pessoa usa vários produtos para clarear e acaba piorando o quadro. Quando percebo isso numa paciente, o primeiro passo é reavaliar os ativos utilizados e priorizar a recuperação da barreira cutânea. Só depois que a pele está recuperada é que faz sentido retomar o tratamento das manchas, de maneira individualizada”, alerta Pamela.
Seguir a rotina de outra pessoa ou começar tratamentos sem avaliação
Com a proximidade do verão, cresce a procura por tratamentos para manchas, textura e viço da pele, enquanto as redes sociais multiplicam rotinas prontas e protocolos que prometem resultados rápidos. Entretanto, o que funciona para uma pessoa pode não ser adequado para outra.
Alguns procedimentos estéticos exigem atenção especial em períodos de maior exposição solar, especialmente aqueles que provocam inflamação ou deixam a pele temporariamente mais sensível. Procedimentos com maior agressão térmica podem aumentar o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória, especialmente em pessoas com fototipos mais altos. A indicação deve considerar os riscos e as características individuais da pele.
“Quem copia a rotina que viu nas redes está cuidando de uma pele que não é a sua. Antes de indicar qualquer coisa, eu avalio o tipo e o tom de pele, o histórico de manchas, a rotina, o tempo de exposição solar e os produtos que a pessoa já utiliza. Também converso sobre a agenda dela: se vai viajar, se vai para a praia, se terá condições de seguir os cuidados depois do procedimento. Às vezes, o melhor tratamento é o que começa agora. Em outras situações, é mais adequado esperar. Não existe o melhor tratamento da estação, existe o que faz sentido para aquela pessoa naquele momento”, explica.
Para Pamela, a busca por uma pele bonita também precisa ir além da correção de manchas e sinais do envelhecimento. “Quando falamos em rejuvenescimento, muitas pessoas pensam imediatamente em procedimentos estéticos. Mas uma pele bonita também depende de hidratação, uniformidade, textura e integridade da barreira cutânea. Antes de pensar em corrigir, precisamos aprender a cuidar e preservar”, conclui.

Cinco erros de skincare na primavera que podem manchar e ressecar a pele