Em 2005, Colin Farrell — um dos jovens atores mais promissores e requisitados da época — já era uma das figuras mais comentadas na mídia, não apenas por seu talento mas também por sua natureza rebelde e seus romances com famosas como Demi Moore e Britney Spears. Mas naquele mesmo ano, uma foto de Farrell dando um beijo em outra estrela rodou a mídia. A demonstração de carinho não foi nem com atriz e nem com cantora pop, e sim com Diego Maradona, a lenda do futebol argentino.
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Em entrevista a James Corden no seu programa de televisão After Hours, que teve como foco a Copa do Mundo, o ator relembrou e contextualizou 21 anos depois a noite com o jogador já falecido, afirmando que foi uma das melhores da sua vida e que guarda com carinho a lembrança.
Estávamos filmando no Uruguai e houve um problema que fez com que as filmagens fossem adiadas por uma semana. Meu pai estava comigo, era a primeira vez que ele me visitava em um set de filmagem e decidimos ir a Buenos Aires para comer carne, tomar uns drinques e ver como as pessoas dançam tango na rua, como dizem que fazem lá, e fomos, disse.
O ator, que já era fã de Maradona, conta que chegando ao hotel com o pai recomendaram uma boate para os dois. Conseguimos uma mesa em um canto, pedimos nossas primeiras bebidas e então ouvi uma comoção na porta da frente, que ficava a uns 12 ou 15 metros de distância. Eu olhei… Nunca vou me esquecer. Havia lanternas e flashes, e cerca de 15 ou 20 pessoas em semicírculo se afastando de nós. As luzes se apagaram. Não estou brincando. Uma brecha se abriu e lá estava ele. Um gênio da poesia, com 1,65 metro de altura recordou.
Ator Colin Farrell no jogo entre Estados Unidos e Turquia
Reprodução
Naquele momento, divulgaram fotos do encontro acidental: os dois conversando cada vez mais perto, o ator vestindo a camisa número 10 e, finalmente, o beijo nos lábios que se tornou a imagem escolhida pelos veículos de comunicação do mundo todo para retratar o momento.
Quando você encontra seu ídolo, alguém que você idolatra como eu o idolatrava, o gênero não importa. Ele foi magnífico! Na noite seguinte, nos encontramos novamente. A filha dele e meu pai estavam lá naquela noite. Ele tinha dado aquela camisa para mim, autografou, e quando voltei para o quarto do hotel vi que ele não a tinha assinado para ‘Colin’, mas sim para o meu pai, Ayrman. Imagine, meu pai ficou radiante e, a princípio, eu me senti frustrado, mas depois entendi a importância daquele gesto, que foi uma atitude de classe, brincou ele, com um sorriso maroto.
Em uma entrevista recente ao LA NACION, Farrell falou sobre Lionel Messi, mas não conseguiu evitar compará-lo a Maradona.
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Ele é extraordinário. Não sei o que é. Talvez seja uma questão geracional, porque tenho amigos que acham que Messi é, sabe, o melhor jogador que já existiu. Messi é extraordinário. Ronaldo é extraordinário. Ronaldinho, o brasileiro, também. Mas vou morrer acreditando que ninguém jamais influenciou o futebol, nem ao nível de clubes, nem, sobretudo, ao nível internacional, como Maradona.
Nessa mesma entrevista, ele relembrou quando começou sua idolatria pelo ídolo do futebol.
Eu tinha 10 anos quando aconteceu a Copa do Mundo de 1986 no México. Era a idade perfeita para entender bem o jogo. Mas eu também era tão jovem que estava muito aberto, um terreno muito fértil para a idolatria. E Maradona foi meu ídolo por muito tempo.

