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outubro 6, 2026
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Com recuo do petróleo, governo reduz para US$ 84,4 bi previsão de superávit comercial em 2026

Por · outubro 6, 2026
Tarifa combinada de 37,5% vai atingir US$ 6,6 bilhões em produtos vendidos para os EUA, calcula governo


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) reduziu nesta terça-feira sua projeção para o resultado da balança comercial brasileira em 2026. A nova previsão é de superávit de US$ 84,4 bilhões (R$ 420,3 bilhões). Em julho, o ministério esperava saldo de US$ 90 bilhões (R$ 448,2 bilhões).
Apesar da revisão para baixo, o resultado ainda seria 24% mais forte que o de 2025, quando o país teve superávit de US$ 68,1 bilhões.
A mudança tem origem na redução relativa do preço do petróleo. O barril disparou e chegou a US$ 138 em abril, depois que os Estados Unidos entraram em guerra com o Irã, mas depois caiu.
O corte atinge os dois lados da balança, porque o Brasil vende petróleo bruto e compra derivados. A estimativa de exportações caiu de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, o que ainda seria alta de 9,8% sobre 2025. A de importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões, avanço de 6,4%. As vendas perderam US$ 11,9 bilhões na projeção e as compras, US$ 6,3 bilhões, por isso o saldo encolhe.
É a segunda revisão do ano. A primeira estimativa do ministério, de US$ 72,1 bilhões, foi elevada para US$ 90 bilhões em julho.
Para chegar à nova projeção, o país precisa acumular superávit de cerca de US$ 22 bilhões entre outubro e dezembro, segundo cálculo com base nos dados do Mdic. É praticamente o mesmo saldo do último trimestre de 2025, de US$ 21,8 bilhões.
Saldo mais que dobra em setembro
Em setembro, a balança teve superávit de US$ 7,74 bilhões, alta de 146,4% sobre o mesmo mês de 2025 (US$ 3,14 bilhões). Foi o melhor resultado mensal desde junho, quando o saldo chegou a US$ 9 bilhões. As exportações somaram US$ 34,42 bilhões, crescimento de 12,9%. As importações caíram 2,4%, para US$ 26,68 bilhões. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, chegou a US$ 61,1 bilhões, alta de 5,6%.
O aumento das vendas externas veio principalmente dos preços. Em média, os produtos exportados ficaram 9,9% mais caros, enquanto o volume embarcado cresceu 2,3%. Setembro deste ano teve 21 dias úteis, um a menos que em 2025. Pela média diária, as exportações cresceram 18,3%. O petróleo bruto puxou o resultado.
Por destino, as exportações para a Europa cresceram 51,9% e chegaram a US$ 8,3 bilhões. As vendas de petróleo bruto ao continente subiram 143,8%. Para os Estados Unidos, a alta foi de 31,9% no mês, para US$ 3,5 bilhões. No ano, porém, as vendas aos americanos acumulam queda de 6,5%. As exportações para a China caíram 7,6% em setembro, para US$ 7,9 bilhões, e as para a Argentina, 25,2%.

Com recuo do petróleo, governo reduz para US$ 84,4 bi previsão de superávit comercial em 2026