Pular para o conteúdo
outubro 4, 2026
BRcom
Dólar PTAXR$ 5,2232
News

Com três casos por dia, denúncias de assédio eleitoral crescem dez vezes na comparação com 2022

Por · outubro 2, 2026
Assédio eleitoral: por que 2026 exige das empresas prevenção documentada


Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) apontam um aumento de quase dez vezes no número de denúncias de assédio eleitoral no Brasil. De janeiro a setembro de 2022, ano da última eleição presidencial, o órgão recebeu 85 relatos. Já no mesmo período deste ano, foram registradas 809.
Presidente, governador, senadores e deputados: testes do GLOBO ajudam a escolher o melhor candidato para cada eleitor
Acompanhe a abertura das urnas no dia 4 de outubro; veja resultados por mapas e por bancada
Segundo o MPT, os estados com o maior número de denúncias são os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, com 126; Minas Gerais (94); e Rio de Janeiro, (87). No mesmo recorte de 2022, esses estados haviam registrado apenas quatro, cinco e três denúncias, respectivamente.
Já nas últimas eleições municipais, em 2024, foram registradas 527 denúncias de assédio eleitoral em todo o país até setembro. Os três estados citados acumularam respectivamente 61, 30 e 33 casos de assédio eleitoral.
O assédio eleitoral nas relações de trabalho acontece por meio de condutas de coação, intimidação, ameaça ou constrangimento associadas a um pleito, com potencial de influenciar ou manipular o voto, a manifestação política ou o apoio de trabalhadores no local de trabalho, ou em situações relacionadas ao trabalho.
Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão a promessa de benefício ou a ameaça de prejuízo no contrato de trabalho em razão do resultado das eleições; o constrangimento para participar de atos eleitorais ou utilizar símbolos de determinada candidatura; manifestações depreciativas ou discriminatórias contra quem apoia outra candidatura; a realização de pesquisas ou enquetes com trabalhadores; e a manipulação de escalas ou locais de trabalho no dia da eleição.
O MPT é o órgão que recebe as denúncias, investiga os casos e pode tomar medidas para interromper práticas de assédio eleitoral. A Justiça do Trabalho também atua na proteção dos trabalhadores e na reparação dos danos, quando necessário.
(*Estagiária sob supervisão de

Com três casos por dia, denúncias de assédio eleitoral crescem dez vezes na comparação com 2022