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outubro 4, 2026
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Scaloni critica nível de rivais em amistosos: 'Não há muitas alternativas'

Por · outubro 4, 2026
Scaloni critica nível de rivais em amistosos: 'Não há muitas alternativas'


O técnico Lionel Scaloni mostrou-se satisfeito com o desempenho da Argentina na goleada de 7 a 0 sobre uma fraca seleção de Burkina Faso, mas admitiu que preferiria enfrentar rivais de maior exigência, embora tenha reconhecido as dificuldades para concretizar esse tipo de compromisso internacional atualmente. Nesta Data Fifa, a seleção brasileira enfrentou a Austrália e a Índia — confronto até então inédito.
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“Não temos muitas opções. Há poucas equipes livres. Não é que possamos escolher; está tudo já fechado ou bloqueado”, disse Scaloni neste sábado, em entrevista coletiva. “Certamente iremos jogar fora. Logicamente, eu gostaria de enfrentar rivais de peso, mas não há muitas alternativas”, acrescentou.
Para Scaloni, o nível de exigência de uma partida não depende necessariamente do prestígio do adversário.
“Chegamos ao mais alto nível sem enfrentar esses rivais. Na Copa do Mundo, o jogo em que mais sofremos foi contra uma seleção que, teoricamente, era de baixo nível; então, isso é relativo”, insistiu. “Dessas partidas, sempre tiramos conclusões. É preciso observar a maneira como os jogadores encararam o jogo. Não se viu uma equipe relaxada, e nós temos muito a perder nesses jogos”, apontou o treinador.
Scaloni teve a oportunidade de ver vários jogadores novos nestes dois amistosos — o anterior foi contra a Bolívia — e ressaltou que “todos os jovens estão trazendo frescor e vontade de estar aqui”.
“Não se deve sobrecarregá-los com a responsabilidade de vestir a camisa da Argentina; já existem outros que fazem isso e precisam ajudá-los.”
Quanto ao duelo contra o Benin, na próxima terça-feira — que marcará a despedida de Lionel Messi da seleção após 21 anos como jogador da albiceleste —, Scaloni destacou “a emoção de todos, inclusive de Leo”.
“Será um dia inesquecível para todos. Todos querem estar nessa partida, e só resta aproveitar o momento”, observou. “Tê-lo em campo é algo único; o que ele transmite dentro das quatro linhas, aos companheiros e aos adversários, é algo que não vi em mais ninguém. É disso que se sentirá mais falta nele.”
Sobre a renovação de seu contrato, que está encaminhada mas ainda não foi assinada, ele ressaltou que “aqui não existe obrigação”.
“Quando fazemos algo, é porque queremos; ninguém aponta uma arma para a minha cabeça para eu continuar […]. Há coisas que a gente vai aprendendo e que é importante vivenciar, pois este cargo envolve muitas responsabilidades. Além da paixão pelo futebol, continuo tentando cuidar da minha vida pessoal para que isso não me consuma nem me torne um escravo”, pontuou.

Scaloni critica nível de rivais em amistosos: 'Não há muitas alternativas'