BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

Como, em quatro meses, Casemiro foi da maior crise individual da carreira ao retorno triunfal à seleção brasileira

BRCOM by BRCOM
junho 9, 2025
in News
0
Casemiro conversa com Ancelotti durante treino: parceria do Real Madrid é reeditada na seleção — Foto: Nelson Almeida/AFP

Nem faz muito tempo. Em 7 de fevereiro, Casemiro assistiu à praticamente todo o jogo do Manchester United contra o Leicester, pela Copa da Inglaterra, do banco. Quando finalmente entrou em campo, a partida terminou no minuto seguinte. Dos oito jogos anteriores àquele, em sete o volante foi apenas um reserva não utilizado — algo inédito em sua carreira. Corta para os dias atuais. Com a titularidade retomada, o mesmo jogador é considerado pela torcida o destaque do final de temporada do clube e está de volta à seleção brasileira após um ano e meio ausente. Mais que isso, como homem de confiança de Carlo Ancelotti. É seu braço direito dentro do elenco.

— Sem dúvida é um dos anos mais importantes da minha carreira. Se não for o mais importante — avalia o jogador, a despeito das temporadas multicampeãs vividas no Real Madrid.— Claro que todo mundo quer falar de títulos, de vitórias, de grandes jogos. Mas, a partir do momento que você não joga, consegue mudar a opinião de um técnico que não te coloca para jogar e acaba recebendo até muitos elogios desse treinador, sem dúvida foi um dos anos de mais resiliência que eu tive. É um dos anos mais felizes, um dos mais vencedores da minha carreira.

  • Vídeo: Ancelotti e jogadores têm reunião antes de treino da seleção; conversa é interrompida de forma inusitada
  • ‘Veteranos’: Ciclo mantém jogadores das últimas Copas, e seleção pode bater recorde no século em 2026

O técnico a quem ele se refere é Ruben Amorim, que assumiu o United no fim de 2024. É verdade que a fase do volante já não era boa com o antecessor, Erik Ten Hag. Tanto que ele vinha sendo deixado de fora das convocações do então técnico Dorival Junior. Mas seu inferno astral escalou muitos níveis com o português, que chegou a dar a entender, numa entrevista, que não via compatibilidade entre seus conceitos e as características de Casemiro.

A recuperação do brasileiro passa por uma série de caminhos. Dentro de campo, Amorim sofreu com uma série de lesões que o obrigaram a considerar Casemiro como opção. Fora das quatro linhas, os dois alinharam expectativas e evitaram mal-entendidos.

— Fui conversar com o treinador e ele, sempre muito aberto comigo, falou que não era nada contra mim, era uma opção dele. Eu tinha que seguir trabalhando e esperar a oportunidade e aproveitar. Então, esperei e, quando joguei, correspondi à altura o que ele pediu — contou o jogador, que entende ter sofrido os efeitos de uma crise coletiva. — Não acho que tive uma recaída tão grande no aspecto individual. Mas, quando o clube não joga bem, tem que haver mudanças.

Se nos 20 primeiros jogos de Amorim no United Casemiro foi a campo em apenas oito (quatro como titular), no fim da temporada seu aproveitamento mudou. O brasileiro esteve em 18 das 22 partidas seguintes, tendo sido titular em 15. Ele ainda marcou dois gols e deu duas assistências, bons números para um jogador com vocação defensiva.

Com a Amarelinha, não houve tempo para uma conversa como esta, já que Dorival Junior foi demitido em março. Mas o volante evitar falar dele com mágoa. Afinal, os tempos são outros. Casemiro não esconde a felicidade de ver, na seleção, o técnico com o qual mais tem identificação na carreira.

Casemiro conversa com Ancelotti durante treino: parceria do Real Madrid é reeditada na seleção — Foto: Nelson Almeida/AFP

A sinergia entre os dois é tão grande que, enquanto ainda negociava com a CBF, Ancelotti falava com o volante para ficar mais informado sobre o universo da seleção brasileira. Já nos treinos, são comuns cenas da dupla conversando. Embora não tenha recebido a braçadeira de capitão (mantida com Marquinhos), Casemiro é seu principal elo com os demais jogadores.

— Tive a felicidade de ter trabalhado com ele na primeira passagem (de Ancelotti ) no Real (Madrid) e na segunda. E, sem dúvida, um dos pontos mais fortes dele é o que nós chamamos aqui no Brasil de lado humano. Essa relação que ele tem com os jogadores, a proximidade, a facilidade de lidar. Aqui não está sendo nada diferente. É uma grande pessoa, muito humilde, apesar do currículo que tem — elogiou o jogador.

Tamanha intimidade lhe permite até revelar que o treinador passou pelo trote da seleção, a brincadeira na qual todo estreante precisa cantar uma música na frente do grupo. Técnicos não costumam passar por ela, mas Ancelotti já havia se disponibilizado em sua apresentação.

— Canta mal demais — brincou o volante.

A música escolhida por Ancelotti foi “Il migliori anni della nostra vita” (“Os melhores anos das nossas vidas”), do também italiano Renato Zero. Um título sugestivo para a seleção e para Casemiro.

Como, em quatro meses, Casemiro foi da maior crise individual da carreira ao retorno triunfal à seleção brasileira

Previous Post

Vivemos crise da verdade e crise do clima

Next Post

Criação de ostras é usada na limpeza dos mares por voluntários nos Estados Unidos, com meta de 10 bilhões de moluscos

Next Post
Placa no cais da casa de Kimberly Pierce, às margens do Rio Severn, indica que criação de ostra não é para consumo, mas sim parte de projeto — Foto: Drew Angerer / AFP

Criação de ostras é usada na limpeza dos mares por voluntários nos Estados Unidos, com meta de 10 bilhões de moluscos

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.