BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

Como foi o assassinato do assassino de John Kennedy

BRCOM by BRCOM
março 19, 2025
in News
0
Lee Harvey Oswald, assassino do presidente John F. Kennedy — Foto: Reprodução

O presidente americano John F. Kennedy tinha acabado de chegar a Dallas, no Texas. Ele deixou o aeroporto em uma limusine conversível para percorrer um trajeto de 16km antes de um encontro com senadores democratas. O comboio passava pela Praça Dealey, às 12h30 daquela sexta-feira, 22 de novembro de 1963, quando o barulho de tiros assustou a multidão que acenava para JFK. Enquanto muitos se jogavam no chão, o chefe da Casa Branca, atingido, tombava no banco traseiro da limusine em movimento. Levado a um hospital local, Kennedy foi declarado morto meia hora depois.

  • Caso Kennedy: Últimos documentos sigilosos são divulgados pelos EUA
  • Donald Trump: Uma visita ao Brasil para torneio de turfe na década de 1980

Mais de 60 anos após o assassinato de JFK, o assuntou voltou à tona porque o presidente Donald Trump determinou a abertura dos arquivos do caso que ainda estavam sob sigilo. Os documentos incluem relatórios de órgãos como a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), mas historiadores acham que não há no material informações relevantes ainda desconhecidas.

  • Jesse James: Como um bandido procurado pelo FBI foi preso em Saquarema

Um dos assassinatos políticos mais conhecidos da História, o crime provocou um abalo sísmico, não só nos Estados Unidos, mas em um mundo imerso na Guerra Fria. Eleito presidente em 1960, JFK se dedicava a conter a União Soviética e o comunismo. Em 1961, ele autorizou a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, e, no ano seguinte, por pouco não se viu liderando o país em um conflito nuclear contra seus rivais, durante a conhecida crise dos mísseis na ilha caribenha. O contexto global motivou uma série de teorias da conspiração sobre a morte de Kennedy. Até hoje, muita gente não crê que tenha sido obra apenas do ex-fuzileiro naval Lee Harvey Oswald, autor dos disparos.

Lee Harvey Oswald, assassino do presidente John F. Kennedy — Foto: Reprodução

A própria trajetória de Oswald alimentou tais teorias. Ele cresceu em uma família desestruturada e mudou de escola várias vezes. Perdia tantas aulas que chegou a ser avaliado num reformatório juvenil, onde um psiquiatra considerou o menino perturbado devido a “isolamento emocional” e falta de afeto familiar. De acordo com uma assistente social, Lee parecia “desconectado do mundo.

  • Meio ambiente: Como os Estados Unidos abraçaram o negacionismo climático
  • Bonnie e Clyde: O casal de bandidos morto numa emboscada policial, em 1934

Em 1956, aos 17 anos, o rapaz se alistou no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Recebeu treinamento e mostrou proficiência em exercícios de tiro, mas foi punido três vezes: uma por atirar acidentlamente em seu próprio cotovelo, outra por brigar com um sargento e uma última por disparar a esmo contra a selva, em uma missão nas Filipinas. Durante o período na corporação, Oswald expressou a colegas um crescente interesse nas teorias marxistas. Aprendeu a ler e escrever em russo e defendia tanto a União Soviética que foi apelidado pelos outros soldados de “Oswaldskovich”. Em 1959, ele pediu dispensa do serviço militar, alegando que precisava ajudar sua mãe, e passou para a reserva.

Oswald embarcou num navio para a Europa e chegou a Helsinki, na Finlândia, onde foi ao consulado da União Soviética solicitar um visto de entrada no país comunista. Ele achava que os anos como fuzileiro o tornavam um ativo interessante para a causa socialista e estava realmente disposto a contar o que sabia sobre os segredos do Tio Sam. Seu currículo não atraiu tanto os auxiliares de Nikita Kruschev, mas, mesmo assim, ele teve autorização para entrar. Oswald se desfez do passaporte americano e viveu em Minsk, na União Soviética, por mais de dois anos e meio. Ele se casou e teve uma filha. Em 1962, decidiu voltar, e o governo americano, curiosamente, autorizou seu retorno sem questionar.

  • Segunda Guerra: O papel da lua cheia na invasão que mudou o conflito

Oswald e sua esposa, Marina, estabeleceram-se em Fort Worth, nos arredores de Dallas, onde a mãe do ex-fuzileiro de 23 anos vivia. Mas o rapaz continuou com problemas de sociabilidade. Os vizinhos o achavam arrogante, e ele não durava em emprego nenhum. Mesmo assim, ninguém no seu entorno poderia desconfiar que o americano seria capaz de atirar no presidente dos Estados Unidos.

Lee Oswald com o fuzil usado para matar o presidente Kennedy, em 1963 — Foto: Reprodução/FBI
Lee Oswald com o fuzil usado para matar o presidente Kennedy, em 1963 — Foto: Reprodução/FBI

Na verdade, JFK não foi o primeiro alvo do de Oswald. Na noite de 10 de abril de 1963, ele voltou a mira telescópica de um rifle Carcano para o general da reserva Edwin Walker, um conhecido anticomunista e segregacionista, que fazia discursos contra o socialismo e liderava atos para impedir o ingresso de negros em universidades antes restritas a brancos. Walker estava no escritório de casa, em Dallas, quando o ex-fuzileiro tentou matá-lo com um disparo a 30 metros de distância, mas errou. O militar foi ferido no antebraço por estilhaços. Em 1976, ele seria preso depois de oferecer dinheiro em troca de sexo a um policial disfarçado. O general reformado morreria em 1984, de câncer.

  • Henry Kissinger: Como estrategista político americano ajudou time a contratar Pelé
  • Onde ele foi parar? A história do “fantasma” que sequestrou voo nos EUA e desapareceu

Em outubro de 1963, Oswald conseguiu emprego no Depósito de Livros Didáticos do Texas, um prédio de sete pavimentos nos arredores da Praça Dealey. No mês seguinte, os jornais locais anunciaram a visita de John F. Kennedy informando também o trajeto que ele faria de carro para saudar a população de Dallas. De acordo com a Comissão Warren, estabelecida pela Casa Branca para investigar o crime, foi então que o comunista treinado pela Marinha dos EUA decidiu matar o presidente, aproveitando-se do seu local de trabalho e usando o fuzil de procedência italiana adquirido com um nome falso pelo correio. A mesma arma que tinha sido disparada no atentado contra Edwin Walker.

  • Aborto nos EUA: Por que mulher que deu origem a legalização se virou contra a causa?

No dia 22 de novembro, por volta das 11h50, Oswald se acomodou no janela do sexto andar do edifício onde trabalhava. Quando o comboio de Kennedy passou pela praça, às 12h30, ele disparou. Um tiro errou a limusine, mas um segundo atingiu o presidente nas costas, varou seu corpo e feriu o então governador do Texas, John Connally, que estava no carro. Um terceiro projetil acertou JFK na cabeça.

Primeira dama Jacqueline Kennedy tenta alcançar agente após tiro que matou seu marido — Foto: Reprodução/Sixthfloor Museum
Primeira dama Jacqueline Kennedy tenta alcançar agente após tiro que matou seu marido — Foto: Reprodução/Sixthfloor Museum

Oswald escondeu sua arma no meio de caixas e foi embora. Pela descrição de testemunhas que viram o atirador na janela do prédio, policiais começaram a perseguição. Pouco depois das 13h, o agente JD Tippit abordou o assassino numa calçada e foi morto a tiros de revólver. Cerca de duas horas haviam se passado desde os disparos que mataram Kennedy quando o ex-fuzileiro naval entrou sem pagar no Texas Theatre, onde era exibido o filme “War is hell”, com Clint Eastwood. Alertado por um homem que reconhecera o atirador, o funcionário da bilheteria chamou a polícia. Oswald foi preso dentro da sala de cinema e acusado pelas mortes do agente Tippin e do presidente Kennedy.

Conteúdo:

Toggle
  • Assassino foi morto com tiro na frente das câmeras
      • Como foi o assassinato do assassino de John Kennedy

Assassino foi morto com tiro na frente das câmeras

Em entrevistas e interrogatórios, Oswald negou as acusações. No domingo seguinte, 24 de novembro de 1963, ele estava sendo levado da cadeia municipal de Dallas para outra prisão quando foi alvejado por Jack Ruby, um homem de perfil violento e dono de uma boate. Como uma equipe de TV estava acompahando a transferência de perto, milhões de pessoas no país viram quando o atirador surgiu do nada e disparou. O ex-fuzileiro foi levado ao mesmo hospital onde JFK fora declarado morto, dois dias antes. Oswald não resistiu ao ferimento no abdôme e faleceu devido à hemorragia. Posteriormente, Jack Ruby disse que matou o Oswald porque estava revoltado com o assassinato de Kennedy.

O vice-presidente Lyndon Johnson assumiu o comando da nação. Partiu dele a ordem para instalar a Comissão Warren, que investigou minuciosamente o assassinato de JFK. O grupo chegou à conclusão de que Oswald realmente agiu sozinho, mas, até hoje, pesquisas de opinião mostram que grande parte da população americana acredita na hipótese que Kennedy foi vítima de uma conspiração.

Algumas dessas teorias dizem que o ex-fuzileiro tinha sido enviado à União Soviética para espalhar mentiras sobre os Estados Unidos. Outras afirmam que ele foi mandado de volta pelos russos para matar Kennedy. Há quem diga que Jack Ruby assassinou Oswald como parte de um plano bolado pela máfia, furiosa com a “perseguição” então promovida pelo procurador-geral Robert Kennedy, irmão de JFK. Chegaram a espalhar que a morte do presidente fora encomendada por Lyndon Johnson, que estaria de olho no cargo. O fato é que, apesar de o caso ter sido exaustivamente investigado ao longo dos anos, nenhuma prova que confirmasse alguma dessas hipóteses foi encontrada.

Momento em que Jack Ruby atira em Lee Oswald — Foto: Reprodução/Wikicommons
Momento em que Jack Ruby atira em Lee Oswald — Foto: Reprodução/Wikicommons

Jack Ruby: O assassino do assasssino de JFK — Foto: Reprodução
Jack Ruby: O assassino do assasssino de JFK — Foto: Reprodução

Como foi o assassinato do assassino de John Kennedy

Previous Post

‘Só os psicopatas são capazes’, diz Marina Silva sobre declaração de senador que falou em ‘enforcá-la’ durante evento no AM

Next Post

conheça mais sobre o santo padroeiro dos trabalhadores, das famílias e de quem quer casar

Next Post
Imagem de São José, na igreja dedica ao santo no Centro do Rio — Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

conheça mais sobre o santo padroeiro dos trabalhadores, das famílias e de quem quer casar

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.