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O setlist da turnê Oasis Live 25 inclui 19 canções: de “Hello” a “Cigarettes & alcohol”. Para o bis, os irmãos reservaram só clássicos: “The masterplan”, “Don’t look back in anger”, “Wonderwall” e “Champagne Supernova”. Numa aparente trégua, os eles subiram ao palco de mãos dadas e se abraçaram rapidamente, mas quase não interagiram durante o show.
No New York Times, Jon Caramainca descreveu o show como “puro triunfo” e disse se sentiu num pub, com todo mundo cantando junto. “Foi um sucesso porque era improvável”, afirmou o crítico. “O ódio fraternal, pessoal e profissional dos Gallagher é quase shakespeariano”, “parecia que os dois nunca iam se reconciliar e tocar juntos”, completou.
Alexis Petridis, no jornal britânico The Guardian, notou uma “desconexão estranha” entre o tom “nostálgico” e “melancólico” das letras de Noel e a interpretação de Liam, que cantou “como um homem à beira de um ataque de fúria, pronto para sair no braço com alguém”. “Mesmo desconsiderando metade da carreira da banda, o repertório de clássicos é abundante: ‘Cigarettes & alcohol’, ‘Slide away’, ‘Rock’n’roll star’, ‘Morning Glory’”, escreveu Petridis. “O show serve como um lembrete de quão brilhante foi a fase de ouro do Oasis.”
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No jornal londrino The Times, Will Hodgkinson considerou as letras de Noel e o desempenho de Liam no palco complementares. “Noel tem uma alma complexa o suficiente para compor canções belíssimas. Liam tem uma alma simples o bastante para interpretá-las com sentimento puro. No fim das contas, eles estão condenados um ao outro”, escreveu o crítico. “‘Supersonic’, a música que deu início a tudo, encapsula tudo o que os Gallagher evocavam, talvez sem nem perceber: atitude, surrealismo, familiaridade, a loucura do cotidiano.”
Para Mark Beaumont, do jornal britânico The Independent, a noite em Cardiff “um momento histórico”. “Por mais que o Oasis também tenha incorporado uma certa grosseria de moleques de pub, a era Britpop, tanto para millennials quanto para a geração Z, é tão idílica quanto a Beatlemania ou o Verão do Amor: um tempo de cores vibrantes, melodias jubilosas, estabilidade política e aluguéis acessíveis”, afirmou.
Já Will Richards, da edição britânica da revista Rolling Stone, preferiu usar “a expressão favorita de Liam” para descrever o show: “absolutamente bíblico”. “O arsenal de hits do Oasis que marcaram uma geração não é segredo para ninguém. Mas quando eles vêm um após o outro, assim, sem respiro, a sensação é verdadeiramente avassaladora”, disse ele.
Depois de uma série de shows no Reino Unido, a turnê Oasis Live 25 segue para América do Norte e Austrália e chega ao Brasil em novembro. Os dois shows no país acontecem em 22 e 23 de novembro, em São Paulo. Os ingressos já estão esgotados.