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Conheça o movimento ‘Let Them’, que propõe ferramentas para abrirmos mão da necessidade de controlar o que não podemos

BRCOM by BRCOM
setembro 8, 2025
in News
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Mel Robbins criou a teoria Let Them — Foto: Divulgação

Poucas situações machucam tanto quanto ficar fora dos planos das amigas ou ter compromissos desmarcados de última hora quando mais se precisa de companhia. A astróloga Maira Mendes, de 32 anos, não conseguia lidar bem com isso, até conhecer a teoria “Let Them”, que viralizou nas redes sociais ao ensinar a tratar frustrações cotidianas com apenas três palavrinhas: “deixa pra lá”. “Sou uma pessoa muito ansiosa, e o movimento me fez perceber que eu gastava tempo e energia demais tentando mudar o comportamento das pessoas para que o contexto ficasse mais favorável a mim”, diz a goiana.

Criada pela palestrante e especialista em mudanças comportamentais Mel Robbins, a ideia se baseia em dois passos, e “deixar pra lá” é o primeiro deles. Isto é, reconhecer a própria necessidade de controle sobre situações que não são convenientes nem passíveis de mudança e, com isso, libertar-se do estresse e da frustração. Uma vez compreendido, vem a segunda fase, o “deixa comigo”, que é quando o indivíduo passa a focar no que realmente está sob seu domínio: responsabilidade sobre as atitudes, reações e limites. “A cada segundo que se passa chateado, ansioso ou frustrado com as pessoas em determinadas ocasiões, você está entregando seu poder”, diz Mel com exclusividade à ELA. “A energia precisa estar direcionada ao que se pode controlar. Por exemplo, eu posso fazer planos com meus amigos em vez de esperar que eles me incluam. Agir em minha própria vida, em vez de esperar que o outro mude.”

Mel Robbins criou a teoria Let Them — Foto: Divulgação

O movimento começou a se popularizar em maio de 2023, quando a autora o apresentou em seu perfil do Instagram, atraindo mais de 14 milhões de visualizações. No fim do ano passado, ela divulgou ainda mais o conceito com o lançamento do livro “Deixa pra lá — A teoria Let Them”, alçado a best-seller número um do The New York Times. No Brasil, o título interessou a nomes como o da atriz Giovanna Antonelli, que “mergulhou” nas páginas “pela simplicidade genial da proposta”. “Hoje, quando alguém age de um jeito que não corresponde às minhas expectativas, em vez de entrar no drama tentando mudar, escolho soltar. Isso abre espaço mental e emocional.”

Ainda assim, é preciso reconhecer que a liberdade proposta pelo movimento do deixa-disso pode ter um custo. No livro, Mel chama a atenção para quem começa a se sentir solitário ao aplicar a teoria. “É sinal de que estão errando. Não pode parar só no ‘deixa pra lá’. Esquecem do segundo passo. É na dimensão do eu que reside o grande poder.”

Esse é justamente o tópico que é questionado pela psicóloga Daniela Oliveira. “Nem sempre vamos conseguir resolver os problemas com nós mesmos nos forçando a ‘deixar pra lá’”, argumenta a especialista, salientando a importância dos vínculos. “Precisamos abrir mão do desejo de domínio sobre opinião e atitudes alheias. Por outro lado, a troca faz parte do amadurecimento, regula nossas emoções e nos faz refletir se aquela relação vai nos acrescentar algo ou subtrair.”

A criadora de conteúdo Ana Rabelo, de 26 anos, confessa que o sentimento de solidão veio em cheio à medida que seguia o mantra do “deixa pra lá”. Mas, pelo menos, encontrou ferramentas para seguir em paz com sua vida. “Cansei de tentar chamar a atenção de amigas que namoravam um boy lixo, e nada de elas me escutarem. Vi depois que isso era uma forma de desejo de controle das situações. Você acha que é pelo outro, mas depois enxerga que é mais para você”, diz a catarinense. “Entendi que se a pessoa não cai na real, é que ainda não está na hora dela. E não é meu papel estar fazendo isso.”

É o que dizem: se não há solução, solucionado está.

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