O Consórcio Fla-Flu entrou com um mandado de segurança para tentar reverter a decisão que designou o Maracanã como palco da partida entre Vasco e Boca Juniors. O recurso foi encaminhado ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) no fim da noite desta sexta-feira (9), após a concessionária sofrer uma derrota na 23ª Câmara de Direito Privado do tribunal.
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A ação questiona uma decisão do desembargador Marco Antônio Ibrahim, presidente da Câmara, no processo que discute a realização do jogo no estádio. Com o novo recurso, o consórcio busca uma medida urgente que possa modificar o entendimento anterior.
Responsável pela operação, gestão e manutenção do Complexo do Maracanã, a Fla-Flu Serviços S.A. administra o estádio por meio de um contrato de concessão de uso de bem público com duração de 20 anos, firmado em 2024.
Na ação, a concessionária afirma que o Vasco teve seis pedidos de cessão do estádio autorizados desde o início da concessão. Entre os jogos citados no documento estão Vasco x Flamengo, em 19 de abril de 2025, e dois clássicos contra o Fluminense, disputados em 20 de outubro de 2025 e 1º de agosto de 2026.
O mandado de segurança é um instrumento usado para contestar atos considerados ilegais ou abusivos praticados por autoridades, quando há direito que possa ser demonstrado com base em documentos. Neste caso, o consórcio pede que a decisão questionada seja revista e solicita uma medida urgente enquanto o recurso é analisado.
A apresentação do recurso, por si só, não altera a decisão que autorizou a realização de Vasco x Boca no Maracanã. Para que haja mudança, é necessário que o pedido seja acolhido pela Justiça.
Consórcio Fla-Flu recorre ao presidente do TJRJ para tentar tirar Vasco x Boca do Maracanã
