Pular para o conteúdo
outubro 16, 2026
BRcom
Dólar PTAXR$ 5,0515
News

Corpo de homem assassinado a tiros é identificado dentro de barril encontrado em lago nos EUA após mais de 40 anos

Por · outubro 16, 2026
Corpo de homem assassinado a tiros é identificado dentro de barril encontrado em lago nos EUA após mais de 40 anos


As autoridades de Las Vegas, nos Estados Unidos, identificaram um homem assassinado há mais de quatro décadas cujo corpo foi encontrado dentro de um barril no lago Mead, em maio de 2022. A vítima é Edward Lelburian Jackson, natural do Arkansas e na faixa dos 50 anos quando foi morto. Segundo o departamento de medicina legal do condado de Clark, ele levou um tiro na cabeça. A identidade foi confirmada com o auxílio de técnicas de genealogia genética investigativa.
Mulher é arrastada pelo mar e morre durante passeio ao nascer do sol com marido nos EUA
Posse e divulgação de pornografia com cenas de estrangulamento passará a ser crime na Inglaterra e no País de Gales
Os restos mortais foram encontrados por pessoas que navegavam pelo reservatório, próximo a Las Vegas. O corpo estava dentro de um barril enferrujado, o que alimentou especulações sobre uma possível ligação com o crime organizado que marcou a história da cidade. A polícia, porém, afirma que ainda não há evidências que relacionem diretamente o assassinato à máfia.
Investigadores estimam que Jackson tenha sido morto no início dos anos 1980. Ele tinha envolvimento com atividades criminosas em Salt Lake City naquela década, mas as circunstâncias do homicídio continuam desconhecidas. O caso permanece aberto.
Segundo o tenente Robert Price, da polícia metropolitana de Las Vegas, a família não havia registrado o desaparecimento de Jackson. Parentes disseram às autoridades que ele gostava de viajar e costumava aparecer inesperadamente, sem que sua ausência prolongada despertasse suspeitas.
— Eles sabiam que ele viajava pelo país e aparecia quando aparecia, só para dar um oi — afirmou Price. — Não pensaram em nada além disso. Apenas imaginaram que ele estivesse por aí.
A identificação foi possível por meio da genealogia genética investigativa, técnica que compara o perfil genético de uma pessoa com informações disponíveis em bancos públicos de ancestralidade. O método também foi usado em investigações de outros casos criminais nos Estados Unidos, incluindo a identificação de vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 e a investigação do assassino em série Rex Heuermann, ligado aos crimes de Gilgo Beach, em Nova York.
A descoberta do corpo de Jackson reacendeu hipóteses sobre desaparecimentos antigos em Las Vegas. O Museu da Máfia da cidade chegou a sugerir que os restos mortais poderiam pertencer a figuras ligadas ao submundo dos cassinos, mas as suspeitas não foram confirmadas.
A polícia afirma que continuará investigando o homicídio. “O caso nunca será encerrado até que o solucionemos”, disse Price.
Outros corpos encontrados no lago
O nível do lago Mead, um dos maiores reservatórios artificiais dos Estados Unidos, caiu drasticamente nos últimos anos em razão da seca, das altas temperaturas e do consumo intenso de água. A redução expôs áreas antes submersas e revelou restos mortais em diferentes ocasiões.
Em 2022, outros conjuntos de restos humanos foram encontrados no reservatório. Um deles foi identificado como o de uma pessoa que morreu afogada em 2002. Outro pertencia a um homem de 52 anos que desapareceu em Las Vegas em 1998. Restos descobertos em outubro daquele ano foram associados a um acidente de afogamento ocorrido em 1974. Novos restos humanos também foram encontrados no local em agosto deste ano.
O lago Mead e o lago Powell integram o sistema do rio Colorado, que abastece mais de 40 milhões de pessoas em oito estados americanos e no México. Em 2022, a queda do nível da água chegou a expor a principal captação de água potável de Las Vegas, levando as autoridades a recorrer a uma estrutura mais profunda, construída para manter o abastecimento da região.

Corpo de homem assassinado a tiros é identificado dentro de barril encontrado em lago nos EUA após mais de 40 anos