Joan Gaspart, ex-presidente do Barcelona, admitiu ter exagerado nas declarações sobre Lionel Messi, mas descartou pedir desculpas ao argentino. Em entrevista ao podcast Sólo Para Culés, nesta sexta-feira, o antigo dirigente explicou que sua intenção era ressaltar que a história do clube catalão vai além da passagem do atacante, que atualmente defende o Inter Miami, dos Estados Unidos.
Gaspart havia criticado Messi por uma possível resistência a retornar ao Barcelona para se despedir da torcida. Na ocasião, ele afirmou que o clube estava acima do jogador e chegou a dizer que o argentino deveria ter “cuidado”.
— Vou pedir desculpas ao Messi? Nunca pedi desculpas aos meus filhos quando os critiquei por algo que achei ser o melhor para eles. Você pode amar o Messi tanto quanto eu, mas não pode amá-lo mais do que eu… Mandei uma mensagem para o Leo, e como o amo muito… exagerei, exagerei mesmo. Disse a ele: ‘Nós te amamos muito, mas o Barça é maior que você’. Isso poderia ter sido o fim da história — disse Gaspart.
No início da semana, o ex-presidente do Barcelona criticou Messi ao comentar a possibilidade de o argentino voltar ao Camp Nou para se despedir da torcida. O antigo dirigente afirmou que o craque não deve condicionar uma eventual homenagem à saída de Joan Laporta da presidência do clube catalão e declarou que o Barcelona está acima de qualquer jogador.
— Ele precisa tomar cuidado. O Barcelona está acima dele — afirmou Gaspart, que presidiu o clube entre 2000 e 2003. Em outro momento da entrevista, o dirigente foi ainda mais incisivo ao questionar a postura do argentino: “Quem ele pensa que é?”.
Gaspart afirmou que mantém um vínculo afetivo com Messi desde a chegada do jogador ao Barcelona, aos 13 anos. O ex-presidente estava à frente do clube quando o argentino ingressou nas categorias de base, em 2000, e ressaltou que suas declarações não diminuem a importância do camisa 10 para a história da equipe.
Messi deixou o Barcelona em 2021, após mais de duas décadas no clube, em razão de dificuldades financeiras que impediram a renovação de seu contrato. O argentino conquistou 35 títulos pela equipe principal, incluindo quatro edições da Liga dos Campeões e dez do Campeonato Espanhol, e se tornou o maior artilheiro da história do clube.
A possibilidade de uma despedida diante da torcida catalã voltou ao debate em meio às discussões sobre o legado do jogador e sua relação com a atual direção do Barcelona.
Ex-presidente do Barcelona admite exagero ao falar de Messi, mas descarta pedido de desculpas
