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Correios de ao menos 15 países suspendem encomendas para os EUA por tarifa de Trump; entenda

BRCOM by BRCOM
agosto 25, 2025
in News
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Com grandes varejistas de e-commerce como Shein e Temu vendendo a clientes americanos, a China era a origem de grande parte dos mais de 4 milhões de pequenos pacotes importados diariamente sem tributação pelos EUA — Foto: Bloomberg

O serviço postal da Nova Zelândia anunciou nesta segunda-feira a suspensão da maioria dos envios para os Estados Unidos. Na sexta-feira, foi a vez da transportadora internacional DHL se juntar a outros correios ao redor do mundo ao impor restrições temporárias ao envio de pacotes de pequeno valor para os EUA, em razão da ordem executiva do presidente Donald Trump que elimina a isenção de tarifas sobre produtos importados de até US$ 800.

  • Antes do tarifaço: Vendas de Shein e Temu disparam nos EUA com clientes estocando produtos
  • E-commerce: ‘Taxa das blusinhas’ faz americanos trocarem sites asiáticos por varejistas locais

Com isso, correios nacionais e operadores de transportes de ao menos 15 países da Europa e da Ásia, entre eles França, Reino Unido, Japão, Índia e Cingapura já suspenderam, ao menos parcialmente ou de forma temporária, o envio de remessas de pequeno valor para os EUA em meio a dúvidas sobre como será, na prática, a cobrança da nova tarifa.

A partir da próxima sexta-feira, dia 29 de agosto, acaba a chamada isenção de “minimis”, que se aplicava a mais de 4 milhões de pacotes que entram nos EUA todos os dias, impulsionados em grande parte pelo comércio eletrônico. Essa isenção existia desde 2016.

  • Efeito Trump: Walmart diz que tarifas estão elevando seus preços nos EUA e fazem ‘custos aumentarem a cada semana’

Sob o novo regime de tributação, que começou em maio com encomendas de baixo valor enviadas de China e Hong Kong, as mercadorias estarão sujeitas a tarifas e às regras de conformidade da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, em sua sigla em inglês), medida semelhante à “taxa das blusinhas” adotada no Brasil.

Presentes comprovadamente avaliados em menos de US$ 100 continuarão isentos de tarifas, segundo a Casa Branca.

Confira, abaixo, a lista de países cujos serviços postais nacionais ou grandes operadores privados já anunciaram a suspensão parcial do envio de encomendas aos EUA:

  • Alemanha
  • Áustria
  • Bélgica
  • Dinamarca
  • França
  • Noruega
  • Reino Unido
  • República Tcheca
  • Suécia
  • Cingapura
  • Coreia do Sul
  • Índia
  • Japão

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  • Por que o envio de remessas foi suspenso?
      • Correios de ao menos 15 países suspendem encomendas para os EUA por tarifa de Trump; entenda

Por que o envio de remessas foi suspenso?

Segundo Sebastian Kummer, diretor do Instituto de Gestão de Transporte e Logística da Universidade de Economia e Negócios de Viena, as empresas suspenderam os envios porque há muitas incertezas sobre como será a aplicação das taxas e elas temem custos relacionados como, por exemplo, armazenagem ou devolução das remessas, caso a Alfândega dos EUA não aceite os pacotes.

As interrupções do envio de encomendas aos EUA anunciadas pelos serviços postais é resultado direto de uma das disputas na guerra comercial, especificamente a tentativa de fechar uma brecha que permitia, sobretudo, a varejistas chineses venderem seus produtos diretamente a consumidores nos EUA sem custos adicionais.

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Em um comunicado sobre a suspensão, a DHL atribuiu a decisão a “questões-chave” que permanecem sem solução desde que Trump assinou sua ordem executiva no mês passado. Entre essas questões estão “como e por quem as tarifas alfandegárias serão cobradas no futuro, quais dados adicionais serão exigidos e como será realizada a transmissão desses dados à Alfândega dos EUA”, disse a empresa no comunicado.

Com grandes varejistas de e-commerce como Shein e Temu vendendo a clientes americanos, a China era a origem de grande parte dos mais de 4 milhões de pequenos pacotes importados diariamente sem tributação pelos EUA — Foto: Bloomberg

Além de não terem custo de importação, os pacotes classificados como “minimis” são práticos porque podem ser enviados sem qualquer documentação alfandegária — algo que mudará com as novas regras.

As suspensões postais podem levar a um enorme acúmulo de pacotes, semelhante ao observado quando o governo Trump fechou brevemente a brecha para pacotes vindos da China continental e de Hong Kong, no início deste ano.

Com grandes varejistas de e-commerce como Shein e Temu vendendo a clientes americanos, a China era a origem de grande parte dos mais de 4 milhões de pequenos pacotes importados diariamente sem tributação pelos EUA. O valor médio desses pacotes é pouco acima de US$ 50, e o uso da brecha cresceu depois que Trump aumentou tarifas sobre produtos chineses em seu primeiro mandato.

Correios de ao menos 15 países suspendem encomendas para os EUA por tarifa de Trump; entenda

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