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A prisão é decorrente de uma decisão judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo, emitida em caráter de urgência no dia 17 de agosto. O influenciador solicitou ao Google Brasil a quebra de sigilo de dados de um e-mail específico que ameaçou o de morte após a divulgação de um vídeo com denúncias sobre “adultização” que acarretou na prisão do influenciador Hytalo Santos.
No vídeo, que tem pouco mais de 40 minutos e já soma mais de 40 milhões de visualizações no YouTube, o influenciador destrincha exemplos de exploração de crianças e adolescentes, por meio de situações constrangedoras e até da sexualização precoce, para a monetização nas redes sociais.
Polícia Civil de São Paulo prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca
“As diligências foram realizadas em dois endereços previamente identificados na cidade de Olinda (PE). Em uma das residências, o investigado foi localizado e preso. No momento da abordagem, ele estava acompanhado de outro indivíduo, que também foi conduzido à delegacia por estar em situação de flagrante delito, conforme previsto no artigo 154-A do Código Penal (invasão de dispositivo informático). Durante a ação, os policiais encontraram o computador do alvo em uso”, informou a SSP em nota, que realizou a prisão em parceria com a Polícia Civil de Pernambuco.
No e-mail em questão, enviado no dia 16/08, era dito: “Você corre risco e vai pagar com a vida”, além de imputações falsas de pedofilia a Felca.
“A Polícia Civil de São Paulo acaba de prender em Pernambuco um indivíduo que ameaçou o youtuber Felca após as suas denúncias. Um belo trabalho de investigação que levou até a esse criminoso que, além das ameaças, vendia material infantil nas redes”, escreveu Derrite nas redes sociais.
Decisão judicial e quebra de sigilo do Google
O youtuber alega ter recebido ameaças de morte e falsas acusações após publicar o vídeo, o que configurava um risco concreto à sua segurança pessoal. O tribunal acolheu o pedido e ordenou que o Google fornecesse, em 24 horas, as informações de identificação do usuário responsável pelo e-mail, incluindo IPs de acesso e dados cadastrais.
De acordo com a SSP, a polícia apura crimes de ameaça, perseguição e associação criminosa praticados em ambiente virtual. “As investigações prosseguem, visando à adoção das medidas legais cabíveis”, pontou a secretaria.