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setembro 24, 2026
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Correios: TST retoma hoje julgamento de greve

Por · setembro 24, 2026
Correios: TST retoma hoje julgamento de greve


O Tribunal Superior do Trabalho (TST) retoma nesta quinta-feira o julgamento do dissídio coletivo de greve apresentado pelos Correios. Na sexta-feira, a estatal pediu novamente que a Corte declare a abusividade da paralisação, alegando que os sindicatos não cumpriram decisão do tribunal, que determinou às entidades representativas dos trabalhadores manter um efetivo de 80% em atividade, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
A medida abrange as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensável à continuidade da cadeia postal. A greve já dura duas semanas, com adesão maior em São Paulo e Rio de Janeiro.
No documento, a direção dos Correios alegam que as federações de trabalhadores não estão cumprindo a decisão do TST. Segundo a empresa, o relatório de monitoramento da greve “registra evidência de descumprimento do limite correspondente à manutenção mínima de 80% do efetivo em 790 unidades”.
A empresa alega ainda que os efeitos da paralisação na operação da empresa são crescentes. “O relatório técnico registra impacto operacional mensurável e crescente nos indicadores de estoque acompanhados, sem sinal de recuperação até a data mais recente examinada. Também aponta que a disponibilidade nacional permaneceu abaixo de 80% em cinco dos oito dias avaliado”, alega a empresa.
Segundo a empresa, a insuficiência de pessoal se dá em unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e suporte comprometendo elos interdependentes da cadeia postal.
O julgamento do dissídio começou na segunda-feira e foi suspenso para que representantes dos trabalhadores possam se manifestar sobre a nova reclamação da empresa.
Segundo representantes do movimento, há consenso sobre o reajuste salarial de 4,35% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), retroativo a 1º de agosto.
Um dos principais impasses são as mudanças propostas pela empresa no plano de saúde. Os trabalhadores também insistem no “vale-peru” e no adicional de férias de 70% e de 200% nas horas extras. Já a empresa defende as regras da CLT, como adicional de um terço de férias e de 50% nas horas extras.
Enquanto dura o impasse, os Correios aguardam uma definição sobre o empréstimo de R$ 7 bilhões de um grupo de bancos, com garantia da União. No final do ano passado, a empresa precisou fazer outro, no valor de R$ 12 bilhões, para pagar dívidas atrasadas e regularizar a operação.

Correios: TST retoma hoje julgamento de greve