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Crítica: Stray Kids no Rock in Rio faz ataque feroz de hyperpop

A entrada no palco é como a de um exército — com música bombástica, adequada. E a canção que primeiro provoca ondas no mar de luzes nas mãos do publico (“Topline”) serve como uma espécie de apresentação para os integrantes. Pronto: mal passou da meia-noite e o Stray Kids, aguardado hedliner na noite k-pop do […]

Crítica: Stray Kids no Rock in Rio faz ataque feroz de hyperpop


A entrada no palco é como a de um exército — com música bombástica, adequada. E a canção que primeiro provoca ondas no mar de luzes nas mãos do publico (“Topline”) serve como uma espécie de apresentação para os integrantes. Pronto: mal passou da meia-noite e o Stray Kids, aguardado hedliner na noite k-pop do Rock in Rio, está no palco. O ataque de batidas fortes e vozes que se cruzam é feroz. Já em “S-class” e “Bounce back”, o fã está diante de um legítimo exemplar de de hyperpop — entre o adolescente pueril e andrógino e o agressivamente masculino. O primeiro respiro é quando o grupo fala à plateia, em coreano, com tradução simultânea, do que vem por aí. E o que vem é “Maniac”, cyber-rap nervoso, num pique sobre-humano ao qual a massa responde com incessantes gritos. Isso é k-pop, isso é muito natural.
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O pai acha que as coisas vão acalmar quando os cantores saem do palco, mas um interlúdio instrumental só põe mais fogo para a fervura. De volta após troca de roupa, os Stray Kids seguem pegando pesado com vocais melodiosos e vocais de monstro em pedradas como “God’s menu”. O quase samba-reggae “Chk chk boom”, dá variedade ao set, que depois ganha energia rock com “Lalalala”. Pequena pérola pop, “Social path” justifica a ida ao Rock in Rio— ali há um grupo que sabe tirar partido de uma canção.
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Faixa-título do mais recente album do Stray Kids, “This & that” é a hora de mostrar músculos, espertamente se servindo da estética do trap, mas dentro dos limites do k-pop. As incursões pelas eletrônicas mais vigorosas e dark não assustam a parcela infantil da plateia, que parece bem familiarizada com essa gramática e muito, muito feliz em viver ao vivo essa experiência de som, luz e idolatria.
Um fluxo constante de energia, o show do Stray Kids ameaça nunca terminar. Um remix brutal de “This & that”, um “Ai se eu te pego” (sim, do Michel Teló) e uma recriação marcial de “Chk chk boom” são o bis. Uma balbúrdia boa antecede a saida do grupo do palco e o fim inevitável da noite k-pop – da qual muita gente jamais se esquecerá.

Crítica: Stray Kids no Rock in Rio faz ataque feroz de hyperpop

Autor

BRCOM