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‘Dark Horse’ teve denúncias de agressão e atrasos de pagamentos a equipe e produtora se recusou a cumprir acordo, diz sindicato

BRCOM by BRCOM
maio 19, 2026
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‘Dark Horse’ teve denúncias de agressão e atrasos de pagamentos a equipe e produtora se recusou a cumprir acordo, diz sindicato


A produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de uma série de denúncias de más condições de trabalho durante as filmagens em São Paulo. Ao menos 15 pessoas registraram reclamações no Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP), relatando agressão física, assédio moral, atrasos no pagamento e revistas pessoais constrangedoras no set de filmagem. Os trabalhadores também estavam atuando sem que tivessem assinado os contratos obrigatórios do setor.
O relatório sobre as condições trabalhistas durante as gravações do filme em São Paulo foi divulgado em dezembro, mas até agora, cinco meses depois, as questões ainda não foram resolvidas. A vice-presidente do Sated, Ângela Couto, diz que inicialmente a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa-metragem, fez um acordo “para apresentar os contratos e regularizar as questões pendentes”, mas “a Go Up se recusou posteriormente a cumprir o trato inicial”. Ela ainda explicou que, em relação às demais irregularidades constatadas na fiscalização, o sindicato ainda está buscando a resolução.
A procuradoria de São Paulo do Ministério Público do Trabalho (MPT-SP) também recebeu denúncias e abriu um inquérito, em 16 de abril, para investigar as denúncias de assédio moral e de agressões físicas durante a produção do filme. “O MPT informa que abriu inquérito para investigar denúncias de irregularidades no meio ambiente de trabalho ocorridas no set de filmagem de documentário em produção. A investigação segue seu rito normal”, informou a instituição em nota.
Segundo a vice-presidente do sindicato, a Go Up havia se comprometido a apresentar os contratos de trabalhos dos profissionais artistas, já que a lei prevê que as produtoras precisam encaminhar esses documentos ao sindicato local, a quem cabe verificar as condições de trabalho pactuadas, valores e registros profissionais entre outras questões possíveis da relação do trabalho.
– Isso se deve para verificar eventuais descumprimentos da lei das cláusulas pactuadas nos contratos. Porém, a produtora se esquivou, alegando que a contratação não era de pessoas físicas e sim de empresas, prática que identificamos como fraude das relações de trabalho, a pejotização — explicou.
Revistas abusivas e atrasos de pagamentos
Um dos relatos é de um ator de 21 anos, que afirma ter sido agredido durante uma diária no Memorial da América Latina, em 21 de novembro de 2025. Figurante, ele decidiu entrar no set com o celular, o que não era permitido, e, ao ser abordado na revista, diz ter sido arrastado e empurrado para fora do espaço com tapas e socos. Segundo ele, não havia local adequado para armazenar o aparelho.
Em outros casos, os problemas foram no pagamento. Atores que atuavam na figuração recebiam R$ 100 por dia de figuração, e no momento da contratação eles foram informados de que o pagamento seria efetuado após 15 dias. Entretanto, muitos atores contam que o prazo passou e o pagamento não foi feito.
“Passou o prazo, e questionei a efetivação do pagamento e fui informada de que seriam 15 dias úteis. Passado novamente o período estipulado, recebi uma nova informação, desta vez alegando que o pagamento só seria feito após 30 dias da filmagem, prazo que não havia sido combinado inicialmente. Desde então, tenho tentado contato para obter uma posição, porém o contratante demora a responder e, quando responde, é ríspido e mal-educado. Ressalto que o valor combinado pela diária foi de R$ 100 e, até o presente momento, não houve pagamento nem esclarecimento definitivo sobre o prazo”, disse uma atriz no início de dezembro.
Segundo outra denúncia, havia a cobrança de R$ 10 pelo transporte até os locais de filmagem, que era descontado do cachê da diária. Já em relação à alimentação, as queixas eram de tratamento desigual entre os atores brasileiros, que recebiam apenas um kit lanche para a diária, que por vezes ultrapassava as oito horas, e o elenco estrangeiro, que tinha direito a café da manhã, almoço e lanche da tarde.
Outra reclamação trabalhista foi em relação às revistas pessoais realizadas por seguranças da produção. Todos os dias pela manhã, os trabalhadores eram revistados antes de entrar no set, e uma das trabalhadoras relata “toques nos seios e nas partes íntimas”. “Adicionalmente, sempre que alguém precisava ir ao banheiro, era obrigado a ir acompanhado por um fiscal. Essas práticas são inaceitáveis e configuram abuso, falta de respeito e violação de direitos básicos”, relata uma das denúncias.
O GLOBO procurou a Go Up para se manifestar, mas não recebeu retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço está aberto.

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