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outubro 10, 2026
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Datafolha: eleitorado se divide se vida ficaria 'melhor' ou 'pior' com Flávio; e 43% projetam vida 'igual' em eventual Lula 4

Por · outubro 10, 2026
Liderança de Flávio gera tendência de alta na bolsa e no real, enquanto Lula busca fórmula para tentar virar o jogo


A nova pesquisa Datafolha aponta que o eleitorado tem percepção diversa sobre os impactos para a própria vida de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Enquanto a maior parte dos brasileiros (43%) acredita que a vida ficaria “igual” num eventual quarto mandato do petista, os entrevistados se dividem na expectativa de a vida “melhorar” (36%) ou “piorar” (35%) com uma possível ascensão do senador ao poder.
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O Datafolha entrevistou 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre esta terça-feira (6) e quarta-feira (7). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-02949/2026.
Na pesquisa, o instituto questionou os entrevistados sobre os dois resultados possíveis de 25 de outubro. Na hipótese de Lula vencer o segundo turno, além dos 43% que esperam que a vida ficará igual, 25% afirmaram acreditar que a vida ficaria melhor e 30%, pior. Outros 2% não souberam responder.
No cenário em que Flávio Bolsonaro é eleito, 22% acreditam que a vida ficará igual, além dos 36% que projetam uma vida melhor e dos 35% que esperam uma vida pior. Outros 6% não souberam responder.
Na volta do horário gratuito de propaganda na televisão e no rádio, Flávio Bolsonaro tentou se apresentar como o nome de uma mudança “para melhor” no país. Já Lula adotou uma estratégia do “medo” e passou a afirmar que o adversário, caso eleito, pode gerar retrocesso. Essa pesquisa Datafolha é a primeira desde a apuração do primeiro turno, em que o senador ficou à frente do petista, por 47% a 45%. O novo levantamento aponta que Flávio tem 49% a 45% das intenções de votos contra Lula no segundo turno — em votos válidos, o bolsonarista tem 52% e o petista, 48%.
No recorte de eleitores que indicam voto em Lula, metade (50%) afirma que a vida ficaria melhor num eventual quarto mandato do petista, e 48% projetam uma vida igual. Já os entrevistados que pretendem apoiar Flávio no segundo turno se mostram mais otimistas: sete em cada dez (72%) dizem que, com ele no poder, a vida melhoraria. Outros 23% apontam que a vida ficaria igual.
O Datafolha também captou o que pensam os eleitores que preferiram opções da “terceira via” no primeiro turno. Quase metade dos eleitores (49%) que declararam voto em Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) afirmaram que a vida ficaria “igual” com eventual vitória de Flávio Bolsonaro. Outros 24% disseram que a vida ficaria pior e 17%, melhor.
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No caso de um eventual triunfo de Lula, 68% dos eleitores que optaram por esses candidatos alternativos à polarização PT-PL projetaram que a vida ficaria igual. Outros 23% citaram que a vida pioraria e 5%, que ficaria melhor.
Já entre os eleitores que disseram ter votado nulo ou em branco, projetaram uma vida igual 46%, no caso de Flávio eleito, e 57%, num eventual Lula 4. Nesse grupo, citaram a expectativa de uma vida pior 29%, se o senador vencer, e 27%, se o petista se reeleger. A vida ficaria melhor para 8% deles, com Flávio eleito, e para 6%, com Lula reeleito. Segundo os dados, 16% não souberam responder como a vida ficaria caso o filho de Jair Bolsonaro vencesse, e 9% disseram isso para eventual vitória de Lula.
Abstenção crescente
A abstenção nas eleições de 2026 foi maior do que a do pleito presidencial anterior, ocorrido em 2022. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 21,08% dos eleitores (33,4 milhões) não foram as urnas no domingo. Há quatro anos, 20,95% dos eleitores deixaram de comparecer.
Apesar disso, o resultado deste ano ficou abaixo dos 21,49% registrados em 1998, maior percentual de abstenção de uma eleição presidencial desde a redemocratização. Em 2020, durante a pandemia e numa eleição municipal, a abstenção foi de 23,15%.
Depois de uma queda entre 2002 e 2006, a abstenção vem aumentando há cinco eleições presidenciais consecutivas no 1º turno. O resultado de 2026 mantém essa trajetória e, pela primeira vez desde 1998, vê a ausência às urnas em um patamar superior a 21%.
A abstenção é apontada por pesquisadores como um dos principais fenômenos que podem afetar as votações dos candidatos da eleição presidencial. Estudos apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é mais afetado do que Flávio Bolsonaro (PL), já que ele tem maior intenção de voto entre os eleitores de baixa renda e mais velhos, grupos que costumam faltar mais às runas.

Datafolha: eleitorado se divide se vida ficaria 'melhor' ou 'pior' com Flávio; e 43% projetam vida 'igual' em eventual Lula 4