Conhecido pela autenticidade dentro e fora de campo, John Kennedy está guardado na memória dos tricolores pelo gol do título inédito da Libertadores, em 2023. Apesar do momento de consagração, o atacante de 23 anos nunca conseguiu se firmar no time titular e pagou o preço pelos altos e baixos da carreira até aqui. Com dois empréstimos na bagagem (Ferroviária-SP e Pachuca-MEX), o “moleque de Xerém” se reapresenta hoje ao clube e busca reconquistar seu espaço sob o aval e a liderança de Renato Gaúcho.
Curiosamente, os dois tiveram a chance de trabalhar juntos justamente na temporada de 2023. Em baixa no Flu na época, JK foi oferecido ao Grêmio, então treinado por Renato, que contou a história no podcast “Joga com a Dez”:
— Esse garoto foi oferecido no início do ano (de 2023). Aí eu vi o currículo dele fora do campo… Foi a melhor coisa para ele (ir para a Ferroviária). Acordou para certas coisas, voltou e jogou o que sabe. Às vezes é preciso dar um passo para trás para dar três à frente. Acho que ele aprendeu, porque talento ele tem.
Agora no Flu, Renato acenou positivamente para a volta de John. Respeitado no meio do futebol por sua capacidade de gestão de atletas, Renato sabe como poucos lidar com jogadores de “personalidade forte”. Um dos pontos que marcam sua trajetória à beira do campo é justamente recuperar a confiança de atletas até então desacreditados.
Desde a base até o empréstimo para o Pachuca, JK deu alegrias, mas também dores de cabeça no Flu. No ano passado, ficou afastado por tempo indeterminado após fazer festa na concentração com outros atletas e chegar atrasado a um treino dias depois de ser reintegrado.
Para se eternizar no Flu, o atacante contou com a ajuda e a paciência do técnico Fernando Diniz, também conhecido por recuperar jogadores. A relação entre os dois foi coroada quando o técnico profetizou que JK faria o gol do título na Libertadores. Antes disso, Diniz sempre enxergou um potencial enorme e tentou recuperá-lo.
Mais maduro e com experiência internacional no currículo, JK tem mais uma oportunidade para se consolidar com a camisa tricolor. Diferentemente de Cano e Everaldo, ele pode jogar tanto como “9” quanto como segundo atacante, o que cria mais opções ofensivas para Renato.