A americana Ashley Caselli, de 37 anos, afirma ter tido a autoestima e a respiração comprometidas após uma rinoplastia corretiva realizada em 2021, nos Estados Unidos. Mãe de quatro filhos, ela relata que o procedimento de US$ 10 mil, feito com a cirurgiã Lindsay Sturm, resultou em deformidades visíveis e agravou seus problemas respiratórios.
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“Simplesmente parecia amassado”, contou ao DailyMail. “Parece que estou sem uma parte do rosto; meu nariz nem tem ponta mais.”
Caselli conta que, antes da cirurgia, buscava apenas melhorar a respiração e corrigir assimetrias deixadas por um procedimento anterior. Sturm, que também é otorrinolaringologista, sugeriu retirar cartilagem da orelha da paciente para reforçar a estrutura nasal — o que, segundo especialistas, é raro, mas pode ser feito em casos específicos.
Apesar da confiança inicial na médica — com quem chegou a rezar antes da operação —, Caselli diz ter percebido desde os primeiros dias que algo estava errado.
“Todo dia, quando olho no espelho, fico triste. E, quando as pessoas me olham, fico me perguntando: será que estão olhando para o meu nariz?” Segundo ela, além do impacto estético, a respiração piorou. “Acordo várias vezes durante a noite com a boca seca. Quando corro, preciso levantar a ponta do nariz para conseguir respirar.”
Caselli é uma das ao menos oito pacientes que relataram complicações após procedimentos com Lindsay Sturm. A médica, que fechou sua clínica em fevereiro de 2025 alegando “motivos médicos pessoais”, responde a acusações de imperícia profissional junto ao Conselho Médico de Iowa. Ela não contestou as denúncias e renunciou voluntariamente à licença para atuar, sem admitir culpa.
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A ex-paciente afirma não ter entrado com processo judicial por conta do tempo decorrido desde a cirurgia. Hoje, ela busca ajuda de outro cirurgião e espera que seu relato sirva de alerta.
“A ironia é que ela era uma especialista, e mesmo assim estragou meu nariz. As pessoas precisam saber a diferença entre um cirurgião plástico e um cirurgião estético.” “Sou sortuda, mas também azarada. Tem gente que passa por coisas piores, mas consegue esconder o corpo. Eu não posso esconder o rosto.”