BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

Defensora dos direitos dos imigrantes nos EUA é presa no Colorado: ‘Finalmente pegamos você’

BRCOM by BRCOM
março 19, 2025
in News
0
Em 2017, manifestantes se reuniram do lado de fora da Primeira Igreja Unitária, em apoio a Jeanette Vizguerra — Foto: Jason Connolly / AFP

Jeanette Vizguerra, de 53 anos, que se tornou símbolo da resistência dos imigrantes ao evitar sua deportação no primeiro governo Trump, foi presa na última segunda-feira enquanto trabalhava em uma loja perto de Denver, nos Estados Unidos. Segundo Jordan Garcia, um ativista do American Friends Service Committee e amigo de Vizguerra há 15 anos, no momento da prisão, um dos agentes federais de imigração declarou: “Finalmente pegamos você”.

  • Pesadelo americano: Familiares de venezuelanos deportados por Trump para El Salvador denunciam ‘prisões arbitrárias’
  • Departamento de Justiça pediu remoção do magistrado: Trump diz que juiz que suspendeu deportação sob a lei do ‘Inimigo Estrangeiro’ deve ser destituído

Jordan Garcia ainda afirmou que, nos últimos meses, Vizguerra ajudou a educar imigrantes sobre seus direitos legais e a se prepararem para uma possível deportação.

Vizguerra chamou a atenção nacional quando, no início de 2017, arrumou suas roupas e se mudou com seus três filhos para o porão de uma igreja no Colorado, esperando que o santuário a protegesse dos planos de deportação de Trump. Em 2021, ela recebeu uma suspensão de deportação de um ano do governo Biden, mas amigos disseram que ela estava ciente do risco que corria.

Em 2017, manifestantes se reuniram do lado de fora da Primeira Igreja Unitária, em apoio a Jeanette Vizguerra — Foto: Jason Connolly / AFP

Vizguerra é a mais recente imigrante a ser detida ou deportada pelas autoridades federais enquanto o governo Trump intensifica sua repressão à imigração. Os apoiadores dela disseram que ela passou anos temendo — e se preparando para — esse momento.

À medida que outros casos ganham destaque por envolvimento em controvérsias no Oriente Médio, Vizguerra pode ser a primeira a atrair atenção por seu ativismo pelos direitos dos imigrantes.

Uma professora e médica da Universidade Brown, com um visto válido, foi deportada no último fim de semana depois que autoridades do Departamento de Segurança Interna disseram que ela compareceu ao funeral de um líder do Hezbollah durante uma viagem ao Líbano. No início deste mês, um residente dos EUA com documentação permanente, que liderou protestos no campus da Universidade Columbia contra a guerra de Israel na Faixa de Gaza, foi detido por agentes de imigração sem acusações criminais, mas mesmo assim foi acusado pelo governo Trump de “apoiar terroristas.”

A detenção de Vizguerra gerou indignação entre políticos democratas do Colorado e defensores dos direitos dos imigrantes, que acusaram o governo Trump de tentar silenciar críticos de sua repressão à imigração.

O prefeito de Denver, Mike Johnston, condenou a prisão de Vizguerra como uma “perseguição ao estilo de Putin contra dissidentes políticos”, e disse que a ação atingiu “uma mãe da classe trabalhadora que dedicou sua vida a ajudar outros imigrantes sem documentos no país.

— Não vemos isso como aplicação das leis de imigração — disse o prefeito em uma entrevista. — Isso é sobre atacar opositores políticos e usar o poder do governo para puni-los.

  • ‘Não me importa o que os juízes pensam’: Czar da fronteira de Trump adota tom desafiador antes de sessão judicial sobre deportações

O senador Michael Bennet, democrata do Colorado, chamou Vizguerra de “um pilar de sua comunidade” e pediu que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) a libertasse.

Na terça-feira, advogados de Vizguerra entraram com uma contestação legal à sua detenção em um tribunal federal. Manifestantes e familiares mantiveram vigília do lado de fora do centro de detenção de imigração no subúrbio de Aurora, em Denver, onde ela estava presa.

Cidadã mexicana, ela entrou nos Estados Unidos sem autorização em 1997, conseguiu trabalho como faxineira e zeladora em Denver e teve três filhos nascidos nos EUA, todos cidadãos americanos, segundo registros judiciais.

Sua longa e complicada saga com o sistema de fiscalização da imigração nos EUA começou em 2009, quando foi parada em uma blitz nos subúrbios de Denver.

Na ocasião, o policial que a abordou perguntou se ela estava nos Estados Unidos legal ou ilegalmente e revistou sua bolsa depois que ela se recusou a responder, de acordo com documentos judiciais apresentados por seus advogados. O oficial, então, encontrou um número de Seguro Social falso que ela havia usado para se candidatar a um emprego, e Vizguerra foi acusada de crime menor de roubo de identidade. Ela se declarou culpada e foi condenada a 21 dias de prisão.

  • Entenda: O que se sabe sobre as deportações autorizadas pelos EUA usando a Lei do Inimigo Estrangeiro de 1798

Depois disso, foi colocada em processo de remoção, que ela contestou e apelou por anos. Em 2013, após retornar ao México para visitar sua mãe doente, foi presa ao tentar voltar pelo Texas e condenada por entrada ilegal.

Após cinco adiamentos de deportação, Trump foi eleito. E no início de 2017, ela fugiu para uma igreja. “Minha intuição”, disse Vizguerra na época, “me diz que se eu entrar [nas autoridades de imigração], não sairei mais.”

Políticos se mobilizaram em torno de seu caso, e a revista Time a nomeou uma das pessoas mais influentes de 2017.

Mais de sete anos depois, o Colorado e Vizguerra estão novamente no centro da batalha sobre a aplicação das leis de imigração.

Agora, com o retorno de Trump à Casa Branca, Vizguerra e seus aliados reconheceram que ela estava novamente vulnerável.

— O caso dela é um enorme erro judiciário — disse Hans Meyer, seu ex-advogado de imigração e amigo há 20 anos.

Cerca de 42 mil migrantes chegaram a Denver nos últimos anos, muitos deles enviados de ônibus pelo governador do Texas no auge da crise migratória. O grande fluxo sobrecarregou o orçamento e os serviços da cidade, tornando-se um tema de debate na campanha presidencial.

Trump fez uma série de afirmações exageradas de que gangues venezuelanas haviam tomado prédios abandonados em Aurora. No início deste mês, o prefeito de Denver foi convocado ao Congresso por parlamentares republicanos que o acusaram, juntamente com outros prefeitos democratas de grandes cidades, de tentar desafiar os esforços de deportação de Trump.

— Ela tinha que viver sua vida e cuidar de seus filhos. Se podem fazer isso com Jeanette, podem fazer com qualquer um — finalizou Garcia.

Defensora dos direitos dos imigrantes nos EUA é presa no Colorado: ‘Finalmente pegamos você’

Previous Post

‘o mundo precisa dessa história’

Next Post

Polícia prende mais um envolvido em latrocínio de ciclista em SP

Next Post
Polícia prende mais um envolvido em latrocínio de ciclista em SP

Polícia prende mais um envolvido em latrocínio de ciclista em SP

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.