Uma semana atrás das grades por um erro burocrático. Essa foi a realidade enfrentada por Kristal Rios Esquivel, de 30 anos, que ainda teve sua libertação atrasada por uma série de falhas institucionais em Washington, nos Estados Unidos. A defesa, em desespero, chegou a escrever nos autos, com letras maiúsculas: “SOCORRO!!!!”.
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Segundo reportagem da rede CBS News, a prisão de Kristal ocorreu em 20 de agosto, quando ela foi detida no Zoológico Nacional, acusada de tentar entrar na área restrita de um viveiro de aves. Segundo a denúncia, ela teria cuspido em um sargento e encostado na perna de outro policial. Dois dias depois, deveria ter sido levada ao juiz federal para audiência. Isso, no entanto, não aconteceu.
Ela compareceu ao tribunal somente em 25 de agosto. Na audiência, o próprio governo abriu mão de sua detenção preventiva. Ao contrário, defendeu a libertação sob condições mínimas. O juiz Zia Faruqui destacou ser “desconcertante” que a ré tivesse permanecido presa até aquele momento. A ordem de soltura foi dada, mas, mesmo assim, a mulher continuou atrás das grades.
Na última terça-feira, dia 26, o advogado de Kristal entrou com uma ação alegando que ela não havia sido liberada e continuava detida indevidamente. No documento, ele relatou o imbróglio e terminou o texto com o pedido de socorro.
O motivo alegado pelo Departamento de Correções (DOC) foi a existência de um “alerta” no sistema de mandados, como se houvesse uma ordem de prisão ativa contra ela.
O registro, porém, era duplicado: tratava-se do mesmo mandado já cumprido no dia 25. Apenas após a intervenção de um promotor do Departamento de Justiça o erro foi corrigido, e a mulher finalmente libertada.
A demora levou o juiz a classificar o episódio como “prisão ilegal” e a cobrar explicações.
Ele afirmou que situações semelhantes têm ocorrido com frequência neste ano e questionou por que é necessário “mover céus e terras” para que uma ordem de soltura seja efetivamente cumprida. Nem o DOC nem a Promotoria dos EUA em Washington se posicionaram sobre a repercussão do caso.