A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prendeu, nesta quinta-feira (31/07), Adriano Carvalho de Araújo, suspeito de envolvimento no atentado contra o bicheiro Vinicius Drumond. De acordo com as investigações, Adriano estava dentro do HB20 utilizado na ação. A especializada também identificou Jorge Affonso Marins de Assis, apontado como o quinto integrante do grupo criminoso, responsável pelo monitoramento do contraventor. Jorge e Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, estão foragidos.
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Na manhã desta quinta-feira, policiais da DHC saíram em busca dos três suspeitos pelo ataque a Vinicius. O nome de Jorge só veio à tona agora, após sua identificação como o homem filmado em uma padaria, na cidade de Duque de Caxias, conversando com outros integrantes do grupo. Ele teve a prisão temporária decretada por 30 dias.
Segundo os investigadores, Jorge utilizou um veículo do policial militar Luís César da Cunha — já preso —, um Nivus com placa clonada, para auxiliar o grupo no monitoramento de Vinicius. Após o crime, frustrado na execução, Jorge foi flagrado por câmeras de segurança retornando ao interior do Casa Shopping. A polícia informou que ele buscava mais informações que pudessem ajudar seus cúmplices a planejar uma nova emboscada contra o bicheiro.
As investigações prosseguem para localizar outros integrantes da organização criminosa, suspeitos de envolvimento com a clonagem dos veículos utilizados na ação. Até o momento, além de Adriano e de Luís César, também está preso o ex-policial militar Deivyd Bruno Nogueira, o Piloto.
O ataque a Vinicius Drumond ocorreu no último dia 11, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, logo após ele sair da academia localizada no Casa Shopping. As apurações indicam que dois veículos passaram a seguir o carro da vítima: um Honda HR-V e um Hyundai HB20, ambos clonados.
Na altura da estação do BRT Ricardo Marinho, o Porsche de Vinicius foi alvejado com pelo menos trinta disparos de fuzil calibre 7,62 mm, efetuados a partir do Honda HR-V. Ambos os veículos envolvidos na perseguição eram blindados, mas chamou a atenção da polícia o fato de o carro dos criminosos ter sido adaptado para o ataque, com furos nos vidros das quatro portas, utilizados como “seteiras”, permitindo disparos de qualquer lado.
Graças à blindagem de seu Porsche, Vinicius sofreu apenas lesões leves.
A DHC segue com as diligências para capturar os foragidos e esclarecer a motivação do atentado.