Como noticiado pelo coleguinha Lauro Jardim, o Botafogo conseguiu, na Justiça do Rio, uma liminar para congelar as ações da Eagle Football Holdings na SAF do Alvinegro. Também ficou estabelecido o impedimento de qualquer alteração societária — o que mantém John Textor no poder —, além do pagamento imediato, por parte da Eagle, de uma dívida de R$ 152 milhões.
Pois essa dívida seria, na visão de Textor e seus advogados, a prova de que o Botafogo foi responsável por financiar as operações do Lyon em 2024.
Segundo consta no processo em curso na 3ª Vara Empresarial do Rio, foram duas ordens de empréstimo feitas entre a SAF Botafogo e o Lyon entre março e maio de 2024.
A primeira, de 13 de março, totalizou o repasse de 21,2 milhões de euros, equivalente a R$ 133.822.880 pela cotação da época. O segundo, de 29 de maio, resultou na transferência de mais 1 milhão de euros (R$ 6.437.698,20, pelo câmbio do período).
As transações foram feitas por intermédio do banco BS2, tendo como pagadora a SAF Botafogo e como recebedor, no exterior, o Olympique Lyonnais Group.
Os contratos de mútuo informam que ambos os empréstimos tinham vencimentos estabelecidos para um ano após a assinatura, com juros anuais de 6%. Por conta do atraso no pagamento, a SAF do Botafogo entende ter direito a receber hoje R$ 152.500.770,56.