Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) para o Senado em São Paulo mostra oscilação positiva de Guilherme Derrite (PP), agora com 16% das intenções de voto, seguido das ex-ministras Marina Silva (Rede), com 13%, e Simone Tebet (PSB), com 12%. Eles permanecem tecnicamente empatados na liderança da disputa, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
André do Prado (PL) aparece na sequência, com 8%. Ainda pontuaram no levantamento Ricardo Salles (Novo), 3%, Geraldo Rufino (Podemos), 1%, Soninha Francine (Cidadania), 1%, Guto Schiavetto (Missão), 1%, Maíra de Souza (UP), 1%, Dra. Eliana Ferreira (PSTU), 1%, e Márcio Alves (UP), 1%. Os demais candidatos ficaram no zero: Petter Maahs (PCB), Ednelson Cesaretti (PCO), Weller Gonçalves (PSTU) e William Teixeira (Agir).
Brancos, nulos e abstenções somam 18%, enquanto 24% dos votos continuam em aberto, percentual que costuma ser mais elevado para o segundo voto, devido ao desconhecimento do eleitorado sobre a possibilidade de escolher dois candidatos na hora de responder a pesquisa.
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Derrite, pelo grupo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e as ex-ministras Tebet e Silva, apoiadas pelo presidente Lula e em campanha por Fernando Haddad (PT) no estado, têm mantido a dianteira nos levantamentos do instituto. Na última rodada, que veio a público no dia 8, o deputado bolsonarista tinha 14%, mesmo percentual da ambientalista; Tebet estava em 12%.
Prado, segundo nome da chapa de Tarcísio, também oscilou para cima, saindo de 7% para 8%. Ele, assim, aumenta a distância para Ricardo Salles, que marcou 3% nos dois levantamentos. Salles concorre de modo independente na direita e mira constantemente em Prado para tentar angariar o voto bolsonarista, reforçando as ligações dele com Valdemar Costa Neto, presidente do PL e um dos expoentes do chamado “Centrão”.
Neste ano, os eleitores votam em dois candidatos ao Senado, para as vagas ocupadas hoje por Mara Gabrilli (PSD) e Alexandre Giordano (Podemos), que não se viabilizaram politicamente para concorrer novamente. O astronauta Marcos Pontes (PL), terceiro senador paulista, fica no cargo até 2030, em razão do período de mandato de oito anos.
A medição geral da Quaest desconsidera as preferências declaradas em primeiro ou segundo lugar e soma todos os índices para chegar no resultado. Parte significativa dos entrevistados, entretanto, ainda não escolheu em quem vai votar para senador: 24% se dizem indecisos e outros 18% constam como brancos, nulos e abstenções — os índices eram de 26% e 19%, respectivamente, no dia 8.
Quando verificada a ordem de votação, Derrite aparece com 23% das menções na primeira escolha e 9% no segundo voto. Silva tem 16% e depois 11%. Tebet conquista 15% e depois 9%. Prado iguala em 8% nos dois momentos. Salles pega 3% do voto inicial e 2% do segundo voto. Francine tem 1% na primeira escolha e 2% na segunda. Rufino marca 1% em ambas as situações. A margem de erro, nesse recorte, sobe para três pontos.
Em relação ao levantamento anterior, Derrite oscilou para cima em ambas as situações, eram 20% e 7%, assim como Prado, que tinha 6% e 7%) As candidatas de esquerda praticamente repetiram o desempenho: Silva tinha 17% e 11%, oscilando para baixo no primeiro voto agora, enquanto Tebet pontuou os mesmos 15% e 9% nas duas pesquisas.
Ao apresentar os dados na “GloboNews”, o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, destacou o alto percentual de indecisos, que aponta para uma escolha tardia do eleitorado paulista, e o descasamento entre o voto do grupo de Tarcísio, com Derrite aparecendo em melhores condições do que Prado. A diferença não pode ser explicada apenas pela participação de Salles, uma vez que o resultado dele não condiz com a diferença de 15 pontos percentuais entre a chapa.
No detalhamento da ordem de escolha, Derrite é quem mais angaria o primeiro voto, com 20%, mas novamente em empate técnico com Silva, que tem 17%. Tebet aparece com 15%, e Prado, com 6%. Na segunda vaga, contudo, Silva marca 11%, e Tebet, 9%. Derrite e Prado empatam com 7%. O nível de indecisão é consideravelmente maior na segunda vaga, quando chega a 34%, de modo que o cenário geral permanece bastante em aberto.
Marina Silva e Simone Tebet concorrem pela coligação “Desperta São Paulo”, liderada por Haddad e que reúne PT, PV, PCdoB, PSOL, Rede, PSB e PDT. Guilherme Derrite e André do Prado representam a coligação “Coragem para Seguir Avançando”, de Tarcísio, composta por Republicanos, PL, MDB, PSD, União Brasil, Progressistas, PRD, Solidariedade, Avante e Democrata. Os demais concorrem isoladamente nos seus partidos e federações.
A pesquisa foi contratada pela TV Globo. Foram consultados, ao todo, 1.800 eleitores do estado de São Paulo, com mais de 16 anos, entre os dias 19 e 22 de setembro. O intervalo de confiança é de 95%, o que significa a quantidade de vezes que se espera que a amostra utilizada represente de fato a população, considerando a margem de erro de dois pontos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código SP-02456/2026.
Derrite tem 16%, Marina, 13%, Tebet, 12%, e Prado, 8%, na Quaest para o Senado em São Paulo
