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Desafio da Air France leva jornalistas a imersão internacional

A segunda edição do curso Jornalismo do Futuro, de O GLOBO, terminou em agosto após quatro semanas de formação e prática na sede do jornal, no Rio de Janeiro. O programa reuniu 20 jornalistas em início de carreira, selecionados entre centenas de inscritos de diferentes regiões do país, em uma agenda com colunistas, repórteres, editores […]

Desafio da Air France leva jornalistas a imersão internacional


A segunda edição do curso Jornalismo do Futuro, de O GLOBO, terminou em agosto após quatro semanas de formação e prática na sede do jornal, no Rio de Janeiro. O programa reuniu 20 jornalistas em início de carreira, selecionados entre centenas de inscritos de diferentes regiões do país, em uma agenda com colunistas, repórteres, editores e fotojornalistas, além de debates sobre inteligência artificial, novos formatos e uma etapa de imersão na Redação Integrada. A iniciativa teve patrocínio de Abradee, Air France, PRIO, Syngenta, Sistema CNA Senar e Uber.
Durante o curso, a Air France lançou um desafio aos participantes. Cada aluno deveria produzir uma reportagem sobre as relações entre Brasil e França, a partir de um olhar jornalístico próprio. A proposta ampliou o conteúdo desenvolvido nas aulas e estimulou histórias sobre cultura, economia, ciência e transformações sociais.
Os trabalhos selecionados pela coordenação foram os de Cazzu Andrade, Cleide Assis e Diogo Sampaio. Como reconhecimento, os três viajaram a Paris em uma experiência proporcionada pela Air France, que deu continuidade ao aprendizado iniciado no Rio e os aproximou de instituições francesas ligadas à informação, à inovação e às relações internacionais.
Uma das principais atividades foi a imersão na sede do Le Monde, onde o grupo conheceu a operação de um dos principais jornais europeus. Profissionais das áreas editorial, audiência, assinaturas, transformação digital e vídeo discutiram os desafios provocados pelas mudanças no consumo de informação. A programação incluiu ainda uma conversa com Louis Dreyfus, CEO do Grupo Le Monde, sobre estratégia e sustentabilidade do jornalismo.
Os alunos do Curso Jornalismo do Futuro 2026 em frente à sede do Le Monde
Arquivo pessoal
A agenda seguiu na Université Sorbonne Nouvelle, durante a Fabrique de la Diplomatie, iniciativa do Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França. A participação do grupo foi articulada pelo Consulado-Geral da França em São Paulo. O evento reúne diplomatas, pesquisadores, estudantes, organizações e representantes de diferentes setores para discutir política externa e mostrar como as relações internacionais são construídas na prática. A experiência em Paris também permitiu aos três jornalistas reencontrar, em outro contexto, os temas que haviam escolhido para investigar no desafio proposto pela Air France.
Fabrique de la Diplomatie, realizada pelo Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França
Arquivo pessoal
Cazzu recuperou as viagens de Tarsila do Amaral entre Brasil e França e a história da Torre Eiffel construída no carnaval de Madureira que acabou incorporada à obra da artista. “Acompanhar o trabalho que O Le Monde desenvolve com vídeos, entendendo o planejamento, a construção dos roteiros e as estratégias para contar histórias de diferentes maneiras, me mostrou que é possível incluir novas plataformas sem abrir mão da qualidade, da responsabilidade e da ética que dão sentido à profissão”, diz Cazzu.
Cleide investigou como a cooperação científica entre pesquisadores brasileiros e franceses avança apesar das divergências em torno do agronegócio e do acordo Mercosul-União Europeia. “Saio dessa experiência com muitas ideias, novas referências e ainda mais vontade de aprender e experimentar no jornalismo. Foi muito especial conhecer de perto uma redação europeia e entender como eles fazem jornalismo em outro contexto”, destaca.
Diogo mostrou como o carnaval brasileiro ganhou espaço na França e passou a movimentar uma rede de artistas, produtores, escolas de samba e iniciativas de intercâmbio cultural. “O Le Monde é um veículo que soube se adaptar aos desafios do jornalismo atual, seja na forma de lidar com inteligência artificial, seja ao explorar diferentes plataformas. Conhecer de perto esse trabalho, ouvir seus profissionais e entender como funcionam as leituras de público e mercado foi uma experiência muito enriquecedora”, afirma.
Mesa do fundador do Le Monde, Hubert Beuve-Méry, decora a novíssima sede do jornal
Arquivo pessoal
“Assim como a Air France fortalece a conectividade global ao aproximar pessoas e destinos, o jornalismo de qualidade conecta a sociedade aos fatos, a diferentes perspectivas e a um debate público mais informado. Apoiar o curso representa um investimento estratégico no futuro da informação confiável, da excelência profissional e de um impacto positivo na sociedade”, avalia Júlia de Medeiros, gerente de marketing e comunicação da Air France para a América Latina.
Durante a permanência em Paris, o grupo ficou hospedado no ibis Styles Paris Tolbiac, da Accor, no 13º arrondissement. Próximo à Bibliothèque nationale de France e bem conectado por transporte público, o hotel serviu de base para a programação e integrou uma experiência em que a cidade se tornou extensão do aprendizado iniciado semanas antes na redação de O GLOBO.
Criado em 2025, no ano do centenário de O GLOBO, o curso Jornalismo do Futuro combina formação técnica, prática de redação e reflexão sobre os caminhos da profissão. Na segunda edição, os participantes passaram por diferentes editorias e produziram mais de 120 reportagens publicadas nas plataformas do jornal.
Air France aproxima pessoas e destinos ao conectar diferentes continentes
Divulgação
A Classe Business da Air France oferece uma experiência de viagem de alto padrão em voos de longa distância
Divulgação

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Autor

BRCOM