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outubro 30, 2026
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Desembargador investigado por vazamento de operação contra TH Jóias deixa a cadeia depois de dez meses

Por · outubro 30, 2026
Desembargador investigado por vazamento de operação contra TH Jóias deixa a cadeia depois de dez meses


Suspeita de vazar a operação que acabou prendendo o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi colocado em liberdade na noite desta sexta-feira pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele estava preso preventivamente desde 16 de dezembro de 2025 na Cadeia Pública Constantino Cokotos, em Niterói. O desembargador terá que usar tornozeleira eletrônica e entregar o passaporte para a Justiça.
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— Desde o início, a defesa entendia que a prisão era desnecessária, que medidas cautelares eram suficientes. Pleito que foi reconhecido agora pelo STF. Durante a fase de instrução do processo, temos certeza de que iremos provar a inocência do desembargador — diz o advogado Patrick Berriel.
Macário Júdice, que foi preso na segunda fase da Operação Unha e Carne, é acusado de ter repassado informações sigilosas sobre a Operação Zargun, da Polícia Federal, contraTH Jóias para o então deputado estadual Rodrigo Bacellar. TH Jóias é investigado por supostas ligações com o Comando Vermelho; ambos estão presos.
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Durante uma sessão de julgamento no TRF-2 — que se debruçava sobre o caso, realizada em 8 de setembro do ano passado, cinco dias após a prisão de TH —, o magistrado reconheceu que houve o vazamento, mas “de maneira leviana”, e atribuiu o ato a agentes das polícias Federal (PF) e Civil do Rio (Pcerj), conforme mostra o relatório final, da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal no fim de janeiro deste ano.
Conforme O GLOBO mostrou , a PF encontrou no computador de Macário Júdice o voto que ele daria sobre o caso em que TH Jóias era investigado: para os policiais, o magistrado elencava argumentos numa tentativa de “mitigar a gravidade” de conversas entre traficantes e o então parlamentar. Segundo a PF, a conclusão de Júdice Neto seria pela incompetência em julgar a ação penal, que seria enviada para outra instância.
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O relatório da PF afirma ainda que o desembargador — que “afastado da magistratura por quase 18 anos por suspeitas de venda de sentenças e envolvimento com a máfia do Jogo do Bicho” — mantinha uma “relação de intimidade” com Rodrigo Bacellar, e que há indícios de que teria ocorrido um encontro entre o então presidente da Alerj e o magistrado numa churrascaria na véspera da operação que prendeu TH, “permitindo-se concluir que Bacellar e Macário provavelmente estavam juntos quando TH Jóias enviava mensagens a Bacellar sobre sua evasão e destruição de provas”.
Segundo a defesa do magistrado, um levantamento das antenas de celulares de ambos, requerido pela PF, apontou que eles não estiveram juntos naquele dia. Naquela mesma noite, de acordo com os advogados, Macário Júdice esteve presente num jantar com amigos em um restaurante do Leblon.
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Desembargador investigado por vazamento de operação contra TH Jóias deixa a cadeia depois de dez meses