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Dirigentes de Flamengo e Fluminense relacionam proibição a bets a risco de demissões: 'Ponderação entre dramas'

Por · novembro 3, 2026
Dirigentes de Flamengo e Fluminense relacionam proibição a bets a risco de demissões: 'Ponderação entre dramas'


O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, e o vice-presidente do Flamengo, Flávio Willeman, alegaram que o risco de demissão nos clubes aumenta por conta da Medida Provisória que restringe a atuação de casas de apostas no Brasil. Em audiência pública sobre o tema realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, nesta terça-feira, ambos mostraram preocupação com a queda de receitas.
Montenegro disse que é necessário haver uma “ponderação entre dramas”, comparando famílias endividadas e aquelas que sofrerão com desemprego.
— Um ponto que me chamou atenção é que ouvi se falar muito sobre drama. O drama das famílias e endividamento. Isso é verdade, o Fluminense não nega isso. Só que também existe o drama do desemprego. O que os clubes vão fazer se a receita acabar? Já vi muitas vezes a Suprema Corte discutir a ponderação de princípios. Mas neste caso, infelizmente, teremos que fazer a ponderação entre os dramas — discursou Montenegro.
O projeto de SAF foi uma das principais promessas de campanha do atual presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro
MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C.
— O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol. Especialmente, das agremiações menores, com base nessa perda de receita — completou o presidente do Fluminense.
Willeman, por sua vez, mostrou preocupação com um prejuízo de R$ 430 milhões para o Flamengo por conta da MP, e afirmou que 1.200 empregador poder ser comprometidos se os contratos com casas de apostas não forem reestabelecidos.
Flávio Willeman, vice-presidente do Flamengo
Cristiano Mariz/Agência O Globo
— O Flamengo se organizou financeiramente para os próximos quatro ou cinco anos com base no contrato assinado, de acordo com a legislação vigente. O Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e empregados com base nesses contratos. O Flamengo acreditou que o Brasil, após amplo debate no Congresso nacional, regulou as apostas neste país e portanto confiou que essa atividade econômica teria perenidade. O Flamengo possui mais de 1.200 empregados, que poderão ser comprometidos com a queda de aproximadamente R$ 430 milhões de receitas anuais com o futebol e com os esportes olímpicos — declarou o vice-presidente do Flamengo.

Dirigentes de Flamengo e Fluminense relacionam proibição a bets a risco de demissões: 'Ponderação entre dramas'