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Segundo o prefeito, em vídeo publicado nas suas redes sociais, a prefeitura paga nos dias 5 e 20 de todos os meses o subsídio acordado em 2022, junto aos consórcios e ao Ministério Público do Rio, com pagamentos em relação à quilometragem rodada por cada ônibus. Paes pontua que, inicialmente, o valor pago era de R$ 2,55 e passou para R$ 4,08 neste ano, a partir de um novo acordo, totalizando R$ 2,8 bilhões destinados aos operadores desde maio de 2022.
— Claro que esse aumento (no subsídio) vem acompanhado de uma gestão mais rigorosa e exigente do serviço prestado. As adequações do plano operacional, (com) a redução das viagens no entrepico, buscam justamente isso: uma maior eficiência do sistema. E tiveram um impacto muito pequeno no total pago. O que a gente está vendo é que, à medida que a gente vai fiscalizando; nós temos o Jaé agora, o controle; os sensores de ar-condicionado, a gente começa a glosar (rejeitar). Você paga por um serviço, e o serviço não é entregue, você começa a glosar — afirmou Eduardo Paes em vídeo publicado no X e no Instagram.
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De acordo com a Secretaria municipal de Transportes (SMTR), “o repasse de subsídios da Prefeitura aos consórcios está em dia”. A partir do acordo com os empresários, ficou definido que linhas que não cumprem a quilometragem mínima exigida pelo município não recebem subsídio. O prazo da concessão, que ia até 2030, também foi encurtado e vale até 2028. A cidade será dividida em dezenas de áreas, com o primeiro lote, que engloba a Zona Oeste, previsto para ser licitado ainda este ano.
— Essa é mais uma picaretagem das empresas de ônibus. A vida delas está ficando cada dia mais complicada, mas não é por falta de pagamento. É porque acabou a farra delas — completou o prefeito. — Tenho uma péssima notícia para eles: vai continuar assim. A gente vai ficar em cima de vocês, para que prestem um serviço adequado à população.
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Em nova nota, divulgada após a fala de Paes, o RioÔnibus reconhece que, “desde o acordo firmado em maio de 2022, as empresas de ônibus que operam no Rio de Janeiro receberam subsídios que possibilitaram a aquisição de 2.800 novos veículos, sendo 1.700 zero km, a retomada de mais de 160 linhas e a contratação de 1.600 rodoviários, resultando em melhorias percebidas pelos passageiros de ônibus”. A nota diz ainda que, “no entanto, o setor está enfrentando dificuldades com o recente corte da Prefeitura de 20% na quantidade de viagens planejadas e da redução de 40% no valor do subsídio pago, em descumprimento aos compromissos assumidos em contrato, provocando um novo desequilíbrio econômico no setor e consequentes paralisações de operações nas empresas mais afetadas”.
Porta-voz do RioÔnibus, Paulo Valente afirma que o prefeito foi “infeliz” em suas falas, já que o valor recebido via subsídios é todo investido no sistema, segundo ele. Valente pontua que os operadores reclamam, por exemplo, sobre sensores de funcionamento de ar-condicionado, instalados recentemente nos ônibus da cidade. Essa medição é usada como parâmetro para não-pagamento de subsídios e as empresas questionam o município sobre o funcionamento dos equipamentos.
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A mudança na grade das linhas também é apontada como problemática para o setor, visto que “é impossível cumprir a programação” em alguns horários, sob o argumento de que o número de viagens é maior num sentido, em relação ao outro.
— A programação vem sendo feita por uma pessoa que não está acostumada a operar ônibus. É muito fácil (a prefeitura) olhar dados estatísticos (para determinar a operação das linhas). Mas ônibus não é teletransportado. Tem que ter lugar para estacionar, banheiro para os motoristas… o avião que vai para Nova York, por exemplo, tem que voltar para o Brasil. Hoje, é como se eu só tivesse voos para Nova York e não tivesse de volta para o Rio de Janeiro — observa Paulo Valente. — Depois do acordo feito, a prefeitura deu um jeito de fazer com que o valor do subsídio fosse reduzido, para caber dentro do seu orçamento.
Juntas, Real e Vila Isabel são responsáveis por linhas que ligam parte da Zona Norte e do Centro até a Zona Sul e a nova Zona Sudoeste, em bairros como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. O Terminal Gentileza, por exemplo, é atendido por seis linhas operadas por essas empresas.