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outubro 7, 2026
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Eduardo Leite sinaliza neutralidade na disputa presidencial após derrota de sucessor para o PL no Rio Grande do Sul

Por · outubro 6, 2026
Eduardo Leite sinaliza neutralidade na disputa presidencial após derrota de sucessor para o PL no Rio Grande do Sul


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), deverá permanecer neutro na disputa presidencial, depois de ter assistido o sucessor, o vice-governador Gabriel Souza (MDB), ser derrotado pelo deputado federal Luciano Zucco (PL). Preterido pela direção do PSD como opção para a disputa presidencial, o mandatário gaúcho disse nesta terça-feira, em entrevista à Folha de S. Paulo, que ainda discutirá o tema com a cúpula do partido, mas indicou que não deverá declarar apoio ao presidente Lula (PT) ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
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“Primeiro preciso discutir isso com o partido, mas me inclino por não me manifestar”, disse à Folha. A declaração foi proferida dois dias após os resultados do primeiro turno. No RS, Zucco, apoiado por Flávio, venceu com 58% dos votos válidos, superando a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), que teve 31%. Já Gabriel Souza ficou em terceiro lugar, com 8%. O vice-governador era a aposta de Leite para comandar o estado pelos próximos quatro anos, mas não conseguiu deslanchar ao longo da campanha.
Impedido de concorrer a um terceiro mandato, Leite tentou, no início do ano, articular uma candidatura presidencial e participou das prévias do PSD, mas foi preterido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). O gaúcho, então, decidiu permanecer na cadeira de governador para manter o controle da máquina e ajudar na campanha de Gabriel.
Em seu desfavor, no entanto, havia histórico do estado, que tradicionalmente não reelege governadores e resiste a tentativas de mandatários de emplacar substitutos. A mesma dificuldade quase deixou Leite fora do segundo turno em 2022, quando disputava a reeleição contra Onyx Lorenzoni (PL) e Edegar Pretto (PT). Durante o mandato, a gestão de Leite também foi alvo de críticas após episódios como as enchentes do RS.
Também cotado para disputar a Presidência no início do ano, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, viu o aliado escolhido para a sua sucessão, Sandro Alex (PSD), sair derrotado das urnas no final de semana. O ex-secretário estadual teve 25% dos votos válidos, metade dos 50% recebidos pelo senador Sergio Moro (PL-PR), que venceu o pleito. Ao longo da campanha, o ex-juiz da Lava-Jato foi o palanque de Flávio no estado, enquanto o governador e Sandro Alex acenavam tanto para o senador quanto para Caiado.
Após a derrota, no entanto, o ex-secretário veio a público declarar voto em Flávio. O governador, por sua vez, não se manifestou diretamente. Em agosto, o mandatário chegou a dizer que apoiaria quem enfrentasse Lula no segundo turno.

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