O Republicanos anunciou nesta quarta-feira apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa de segundo turno da eleição presidencial. A decisão representa uma derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre contra Flávio.
O partido do Centrão chegou a ter um representante da sigla na Esplanada dos Ministérios, o deputado Silvio Costa Filho (PE), que foi ministro de Portos e Aeroportos.
Apesar disso, a legenda não vai punir quem decidir fazer campanha para Lula. Pelas contas da cúpula nacional, a maioria apoia Flávio Bolsonaro, mas há alianças com o PT, concentradas principalmente em Silvio Costa Filho e no presidente da Câmara, Hugo Motta (PB). Ambos não participaram da reunião.
A avaliação sobre o desempenho de Lula e Flávio pesou para o apoio. No início do primeiro turno, quando Lula ainda era visto como favorito na disputa, o Republicanos recusou uma aliança com o candidato do PL e decidiu adotar neutralidade.
Também pesou para a estratégia o objetivo de preservar alianças distintas nos estados e evitar um alinhamento nacional que pudesse criar dificuldades para seus candidatos nas disputas locais.
A avaliação interna é que esse cálculo mudou após o resultado do primeiro turno,
Além de Flávio alcançar um resultado melhor que Lula no primeiro turno, o fim das disputas estaduais e proporcionais deixou o partido livre para construir uma aliança nacional com o PL.
No primeiro turno, candidatos do partido e aliados precisam conciliar interesses locais com a eleição presidencial. Um exemplo é o próprio presidente da Câmara, Hugo Motta, que declarou apoio a Lula, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), já estava alinhado a Flávio Bolsonaro.
Com as eleições para alguns governos estaduais e para o Congresso já definidas, esse componente perdeu força.
Além do Republicanos, a federação formada por União Brasil e PP e o partido Novo, que lançou Romeu Zema à Presidência, também declararam apoio a Flávio. O Podemos deve encaminhar aliança com o candidato do PL amanhã.
Com exceção do Novo, que lançou candidato, todas essas legendas adotaram neutralidade no primeiro turno. O PSD, por sua vez, manteve a neutralidade, mas o candidato da sigla à Presidência, Ronaldo Caiado, também endossou a candidatura de Flávio.
Republicanos declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
